domingo, 24 de junho de 2012

Muitos dias se passaram desde a tenra melodia. Não havia mais dever aos pássaros do sul, pois todos os lagos haviam congelado. Os dias na aleia eram sempre azuis, mas eram tão azuis por conta das geleiras e águas cristalinas.
 Ela declinava na imensidão de planícies, todo o quadro lhe tocava profundamente, desde a lua até o sol cinzento do seu sol interno. Por muitos e muitos dias flutuara entre nuvens. Nuvens carregadas, pesadas, como se apenas elas conseguissem carregá-las. E todos os meses voltava, aquela sensação de peso, aquele impossibilitar, aquele querer distância e remédios. Mas remédios não tomava. Jamais os levaria à boca, jamais sentiria o amargor áspero e químico. Deixaria-se morrer, declinar no fenecimento. Quem sabe, não era a terra a lhe chamar?! Quem sabe, não era a mãe natura a querer suas dores, porque, afinal, tudo remetia a ela. Todos os sóis de maio a queriam... Era triste, era belo, calmo, sublime. 

Ronda é a mulher responsável por abrir as portas do MMA para o sexo feminino. Antes dela, algumas mulheres já lutavam, mas elas não fizera...