domingo, 13 de novembro de 2011


Volto os dia outrora. Depois de longo sono, depois de dia dormido, depois de longo pensar. Volto os olhos à minha essência, e ao que é essencial. Tive de ir para um lado para não sucumbir, mas tudo se foi. Os dias voltaram sem as duplas dores, voltaram com as dores sozinhas, minhas. Minha querida melancolia, és a única em que devo apoiar-me.

Começou a ficar super desanimada entre os mundanos. Sentia-se completamente distante e em tristeza, mesmo sem motivo. Agora, não há o menor motivo, ou há, inconscientemente. Está tão alegre que está triste?!?

Estava sentindo-se tão sozinha e cheia. Não seria melhor se sentir sozinha e vazia?

Aquele quentinho de outra pele estava torturando-a por estar tão perto e tão longe. Aqueles acordares pela manhã e aquela sensação de torpor seguida de decadente euforia, e aquelas leituras cotidianas dos clássicos gregos. Oh como a vida soava inconstante!

domingo, 23 de outubro de 2011


Era um gelo sentimental. Era tudo o que sentia. Ou por não sentir achava que era?
E agora pensa em deixar como está e não dar créditos para nada que envolva sentires, porque virou uma grande banalidade. Mas diversas vezes acorda revirando-se na cama, atormentada. Mas está ao ponto do clichê de tanto sentimentalismo barato e amor perdido. E ainda assim, irá continuar, porque há uma ânsia interna que lhe suga e cospe...Todas as manhãs... Todos os dias!

domingo, 18 de setembro de 2011


Sabia que mais cedo ou mais tarde iria sangrar. Parecia uma cicatriz sem sentido, mas não era. Jogada!!! Agora teria que sentir aquela dorzinha, que aperta o peito e faz a garganta doer pra não chorar.

HUNF!

quinta-feira, 15 de setembro de 2011


Eu, simplesmente, não suporto mpb. Não me é agradável aos ouvidos. Esse é o fato principal para eu não gostar.
O segundo fato para eu não suportar tal estilo musical é esse monte de babacas que pensam gostar de mpb simplesmente porque alguém estipulou que é música de intelectual, mas não entender o que uma pessoa diz não significa que ela é inteligente!
Não existe a ideia de aprender a gostar, música é sentimento!

sexta-feira, 9 de setembro de 2011


Algumas pessoas nunca reconhecem o que gostamos, nunca reconhecem alguns gostos nossos como bons. Elas sempre ficam receosas, porque elas gostam de nome, elas gostam de segurança. Enquanto falamos nunca é legal, é só o professor ou algum merdinha que admiram dizer que gostam da mesma coisa, e dizer algumas baboseiras sobre, que tu já disse anteriormente, elas passam a gostar.

Gozado isso!

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Autumn's Grey Solace






Banda que tornou-se minha queridinha. Nome do 1° álbum, Nas profundezas de uma floresta escura. Já agradou-me de primeira. Única banda que está no mesmo patamar de Lycia e Dead can dance : ) Minhas duas queridinhas !

Na foto, Erin Welton, vocalista.

Autumn's Grey Solace - A Soul Ensnared

http://www.youtube.com/watch?v=sOaLh6Kn1XY&feature=related



Pura arte! Belíssimo!



Falsas esperanças



As pessoas nunca estão felizes. Elas estão sempre reclamando. Não cansam de dizer como eram felizes no passado e não sabiam, e continuam a dizer e idealizar como serão felizes no futuro. Sempre no futuro ou no passado, mas o presente é uma " merda "!
Passam os meses, passam os anos e continuam com seus blá blá blá.


terça-feira, 6 de setembro de 2011






E soava meia noite, a lua estava ao centro e estrelas entrecortavam ao redor. As aves da noite cantavam, mas cantavam de forma diferente, estavam em êxtase, sentiam o pulsar e calor que deles exalava. Os dois enamorados desciam, e ela estava cada vez mais próxima da maior fantasia que jamais imaginou realizar. O tempo, dela emocionou-se, ficando em perfeito estado. O ar gélido e seco que as árvores sopravam transportou-a a uma aura de mistério e antiguidade pagã, e ela estremecia de uma alegria débil e sensível. Finalmente, eles chegam à encruzilhada mais distante e significativa. A conversa que os mantinha distraídos não era mais necessária e cessaram-a, começando de forma intensa uma paixão e distração carnal das mais intensas que ali se podia praticar.

Nunca mais dou aula para crianças. Não querem professores, querem babás.
Essas pirainhas desgraçadas têm um monte de filhos por ai e simplesmente os jogam nas escolas, esperando que estas eduquem seus filhos, enquanto essas putas de merda ficam por ai.
Mães, ao engravidarem, deveriam ficar em casa com seus filhos, deveriam instrui-los e educa-los. Com filhos, o lugar da mulher é em casa! O marido deve trabalhar para prover o sustento da família. Isto seria o certo!
Não concorda? Achas que as mulheres devem ser independentes? Achas que os dois devem educar os filhos? Achas justo largar crianças o dia inteiro em creches?
Não tenha filhos! Simples!
O feminismo não se encaixa na formação familiar.
Quer ser independente?
Não tenha filhos, ora!!!!

domingo, 28 de agosto de 2011




Vou de um extremo a outro. Se neste mês eu amo, no outro odeio. Se neste mês quero contato, no outro sinto repulsa. Tenho picos extremos de uma alegria exuberante e meio que retardada, esquizofrênica e insana, para logo em seguida cair em um estado de morbidez e torpor e querer distância de todos! Por isso, ultimamente ando com receio de me relacionar com certas pessoas que gosto, isso em questão " amorosa ". Tenho receio de passar a odiá-la, achá-la um lixo de pessoa. Essas ideias estão atordoando minha mente de tal forma ao ponto da paranóia. Preciso de um novo remédio mental, os atuais estão perdendo os efeitos. Acho que minha vida findará como a de Nietzsche, vou morrer louca, insana!

Sentiu vontade de largar muitas coisas que a impulsionavam. Então, o que iria impulsiona-la? Vinham aquelas crises de torpor e ambientações estranhas, vinham aqueles sentires frios e desejos obscuros. Ela sempre era exemplo de como continuar, de como olhar pra frente, de como não sofrer, exemplo de mulher forte que aprendeu e quer ensinar; mas, quando estava em crise, ela mesma tinha de ouvir-se. Ela tinha que parar e conversar consigo mesma, tinha que dar bronca, e muitos exemplos a si mesma, tinha de respirar sozinhas aqueles pesares. E quando não encontrava algumas respostas ou precisava de alguns pequenos conselhos, ela voltava-se aos clássicos antigos que marcaram, aos clássicos do Norte e aos clássicos do Sul. Ela estava entrando em crise.

domingo, 14 de agosto de 2011


E logo sentiu vontade de findar aqueles sentires. Irritou-se tanto com a ideia de ceder, e tanto com a ideia de perder... Mas não a de perder o sentimento, a de perder a liberdade!

E mesmo que tivesse tempo para sentir, não havia vontade !

Vi mais do que mostra
Ouvi mais do que fala
Senti mais do que exala

Seja então feliz em seu manto de verdade, disse a sina.

sexta-feira, 15 de julho de 2011


Alguns amigos não evoluiram com o tempo. Alguns continuam naquela inércia mental e física. Por conta dos laços de amizade, muitas vezes, tentamos ajudá-los, motiva-los...
Ainda assim, muitos não levantam, por não compreender, não querer, não entender, ou não sei! E, infelizmente, não dá para espera-los mais, nem ficar lhe chamando, porque estão dormindo. Ou muitas vezes, estão em caminhos diferentes, descobriram-se, ou tentam. O fato é que não dá mais!

quinta-feira, 30 de junho de 2011


A infância perdida dá os primeiros sinais de pulsação.
Ruas vazias, coração vazio, mas a melodia adentro pulsa com raro, raro, raro fervor. Letras fúnebres compõem o que seria escrito. Nada ao caminho, apenas gelo e ruas íngremes.
Vou compor um vilancete na sombra dos laranjais, e assim, conquistar o seu sabor.

Eu lembro quando o azul do céu vinha em minha direção e eu o abraçava; e as aves acolhiam-me na noite fria de inverno.
O vinho aguça-me os sentidos, adoça o pensar...
Os dias não podem ser substituídos pela noite na poesia dos dias decorrentes. As letras não podem ser cuspidas com amargor, dor, sangue, alucinações, remorso, raiva, ódio e morte, pois não mais os presencio em meus dias. Somente vestígios de um passado remoto tornaram-se. As eternas fugas pelas tardes à floresta, o vaguear pelas tardinhas e os risos ébrios de melancolia...

quarta-feira, 29 de junho de 2011


Terminei a leitura de mais um livro de Hesse: Narciso e Goldmund.
Esse foi o livro mais maçante de Hesse que li e o que menos me interessou. Ao mesmo tempo que é repleto de aventuras e descobertas de mundo pelo andarilho Goldmund, é parado por questão dos muitos detalhes das ações.
O personagem Narciso agradou-me muitíssimo no começo, apreciava os estudos clássicos e era reconhecido por sua segurança e inteligência. Depois, não mais. Goldmund também atraiu-me, no começo. Tentava agradar a Narciso, que era auxiliar do abade nas aulas do convento. Por isso, dedicou-se aos estudos que Narciso gostava, latim e grego.
Com a saída de Goldmund do convento e suas andanças como andarilho, não vi muito sentido. Aquela vida errante, incerta e desordenada irritou-me. Não achei que o propósito justificava os fins.
Eu gosto de ordem com sentido, e a desordem dentro da ordem.
Bom, em Narciso e Goldmund, Hesse fez uma crítica à vida "conservadora" em favor de uma vida mais "liberta". Goldmund anseia a vida; o ar que entra em seus pulmões; os dias e noites frios e quentes; as auroras e crepúsculos; as aves da noite e as aves da manhã; a tudo que é abafado por uma vida contida por certas tradições.
É mais um dos livros de Hesse em que os personagens são representações dele próprio. Identifico-me muitíssimo com Hesse. No entanto, esse foi o que menos gostei, como eu disse, eu tenho um lado mais conservador, gosto de ordem, ordem necessária para criar.

terça-feira, 28 de junho de 2011


Havia algo novo para sentir e, ao mesmo tempo, nada. Chegou a um momento em que pensava já ter sentido tudo, pensava. Voltava a decair, e deixava. Mesmo sabendo ser falso esse ínfimo sentir. E não havia como voltar ao verdadeiro...
Aquele artificialismo chegava a irrita-la, mas nunca a entristecia. Pensava poder apaixonar-se e rir pelos cantos pela alegria decorrente disto; mas seria uma questão de tempo. Pensava dedicar-se a um novo aprender; mas o atual paralisava-a. Pensava em tantas outras direções quando estava na certa. Era seduzida por uma ânsia, um querer incompreensível para o vulgo. E nada indicava o que seria. Era necessário seguir, sem perguntas.

terça-feira, 21 de junho de 2011


Nesse dia perfeito em que tudo se sazona, não é somente a uva que se doura... Alegre dia de mais um solstício de
inverno!!!

Hailll Pagan!




Estou sentindo sensações de nostalgia misturadas com ânsia, mas aquela ânsia de algo surpreendente de sentir que algo finalmente será concretizado. Mas o que seria esse algo?
Algo que há anos gostaria de fazer, finalmente fiz. Ainda há vários algos, mas todos soam tão realizáveis, esse algo é um algo diferente, e soa melhor do que tudo, mas não há nenhuma luz ou chama que facilite o encontro e descoberta desse algo. É como uma recompensa por ter continuado quando deveria ter parado, é como uma recompensa por jamais declinar. E sensações que já esgotaram do meu corpo voltam a ser fabricadas, e aromas que jamais pensei novamente respirar voltam com o ar matinal, e sempre volto para a manhã, embora a noite seja mais enérgica e adocicada por tenores. É como se a manhã me quisesse pra ela, como se quisesse que sentisse o que ela tem, como se fosse ela a responsável por esse algo, como se ela estivesse me guiando, como se ela fosse minha consoladora e, de fato, ela realmente me consola, desse algo porvir...

domingo, 19 de junho de 2011


Os ontens foram repletos de tristezas e perdas. Os ontens encerravam amarguras e pesares. Os ontens nada mais fizeram do que preparar os dias para as alegrias dos hojes. E se não tivesse me mantido em pé teria afogado na primeira correnteza. Ahhh pois o belo, o belo chama-me, sempre chama-me!

domingo, 12 de junho de 2011


Todos os dias era imensa a falta que sentia. Todos os dias revirava-se em um tentar sufocar. Não eram nada ao seu redor. Um apenas deveria estar. Apenas um ela queria que composse. Internamente era uma agitação bravia e motivada. Externamente tudo estava parado. Ela então buscava agir e agir, ações e mais ações. Mas um sentir queria para-la...

quinta-feira, 9 de junho de 2011


Ela bebia café pela manhã. Pela manhã ela lia um poema azul. Pela manhã ela respirava melhor. Pela manhã as melodias adentravam, com êxito. Pela manhã às vezes era chá e às vezes era bolo e camomila, porque aludia à calma. Pela manhã muitas vezes corriam sonhos e mais sonhos, mas os sonhos contrastavam absurdamente com a calmaria da manhã, porque os sonhos eram cálidos. E decorriam todas manhãs enquanto ela estava jogada à casa solitária. Pela tarde as horas se agitavam. Ela não queria que à tarde, quando tudo para, parasse. Ela gostaria que a tarde fosse mais completa e cheia, mas ela está em um grande colapso mental que a impede. Então ela se fixa no sentir de sensações e compreensões. Pela tarde ela não bebe mais nada. Pela tarde não há sabor nos líquidos. E ela esvai-se tarde adentro...

quarta-feira, 8 de junho de 2011


Ele não a ama, mas finge amar. Ele finge ama-la porque é muito carente e nem um mês é capaz de ficar só, à mercê do tempo, à mercê do vento. Seu amor é egoísta, seu amor é frio, seu amor é carne, seu amor é sexo, seu amor é pele. Ele não quer quem fale e tenha voz, ele não quer quem grite e sussurre. Não, ele não quer!
Ele briga com a carne que por ele se ilude, e ela desmorona. Ela não tem absolutamente nada em comum com ele, ela não tem nada para lhe oferecer. Então eu sei que mais cedo ou mais tarde tudo findaria.
Ele, então, desnorteado, liga para a garota a qual sempre amou. A princípio ele liga por desespero, mas um desespero que está guardado há meses, seu próprio desespero. Ele vira uma garrafa atrás da outra, esperando que o álcool tranquilize-o. Anestesiado, ele a convida a dirigir-se a seus aposentos, mesmo com o frio que corta até os ossos. Ele pensa que ela sempre estará lá e quando ele chamar ela correrá a seus braços. Tudo isso porque ele sempre a amou, mas amá-la implica em problemas. E ele não sabe lidar com esses. Ela ri suavemente e diz não ao telefone. Ela está em uma aura de absoluta tranquilidade, ela está super alegre porque aprendeu a respirar, e aprendeu que, se há um problema, esse requer que pensemos em busca de uma solução e que, ao encontra-la, devemos agir. Ela interrompe esses pensares e dá continuidade ao romance que estava a ler, transporta-se a outros mundos enquanto respira o inverno do espaço sideral.

sábado, 23 de abril de 2011

An die Freunde


Goethe e Schiller foram grandes e nobres amigos e em Weimar , na Alemanha há um monumento em homenagem aos dois! Que esplêndido!


quinta-feira, 14 de abril de 2011

Todas as ideias aceitas foram excêntricas um dia...




Alunos devem ter "liberdade" para estudar. Alunos que gostam de estudar sozinhos, e não em grupos, muitas vezes não são problemáticos, são "superiores", e isso deve ser respeitado.

As classes devem ser separadas entre alunos mais "hábeis" e alunos menos "hábeis". O que não classifica-os como superiores ou inferiores. Uns sabem mais sobre determinados assuntos e outros menos, por questão de gosto (ou desgosto). Não adianta criar um mundo ilusório de igualdade dentro da escola se fora isso não condiz. Isso só contribuirá para a frustração dos alunos.
Há professores simpáticos e abertos, e professores fechados e secos. Isso é uma questão de personalidade, cabe aos professores fornecerem as bases para que seus alunos entendam isso.
Há professores ignorantes e estúpidos, e isso não cabe ao título professor. Os professores devem orientar seus alunos a reagir quanto a isto.

terça-feira, 22 de março de 2011

Sim, pelo dia de outono onde a natureza finda



Eu sempre vivi esperando o próximo outono, a próxima madrugada fria pela floresta, a próxima poesia declamada ao nada, o cheiro de fenecimento pelas manhãs e tardinhas, a próxima garrafa de vinho e novas filosofias, novos pensares. E, sempre aquela raivosa melancolia, aquele spleen e sentimento de evasão típico de nós, ultra-românticos. Ó tarde de minha vida!



Lycia continua à embalar meu outono desde os 15 anos >>> http://www.youtube.com/watch?v=oS3hSQcLdBI

quarta-feira, 2 de março de 2011


Recordações de um tempo
Hoje o passado remonta-se
Os anos foram tristes
Margaridas e violetas não puderam alegrar

Das casas uma imagem de abandono
Encaiporar ... ... ...
É isto que necessito?
Ansiedade, insônia, stress, depressão
Vida banal

Ansiolíticos, valium, moderex, inibex
Anfetamina metanfetamina
Brumosa noite de ilusões ...




É tão estranha. Vida apática e sem consolo. Friamente sentiu suas mãos, já esta cheia disto. Preferiu a solidão, totalmente torta de raiva. O distúrbio bipolar lhe é interessante. Por que não vem logo? Lendo de cabeça pra baixo, de cabeça oval A droga. Pele rasgada, estupor. O hífen da placa, discussão montada. Poemas gritantes. O desconhecido, indiscutívelmente apreciado... adorado.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011


Em uma época sombria, de total escuridão mental, conheci Lycia. Meu olhos paralisaram-se, minhas mãos paralisaram-se, minha respiração cessou. As doces melodias, as melancólicas passagens, o doce vocal, as letras introspectivas. 
Como minha audição contorceu-se de prazer! Todas as possíveis tardinhas ao cemitério, jogada na grama, ébria pelo vinho que doce descia, olhando as nuvens que iam e vinham entre o azul do céu, esparramada entre flores e túmulos, audição em êxtase com Lycia. Ohh! Eu pranteio o nada em nostalgia!
Delírios para um cadáver de poeta

Neste cálido esplendor noturno
Em gritos e sussuros loucos
Desejo-te, e no silêncio sonho-te
Por seu corpo nu, belo em eternas formas

Quero ver-me na penumbra de seu rosto
No distante findar sentir-te
Em seus lábios roxos de beijos
A distância me impulsiona

Os anjos acariciam-me sedentos
Sentem minha volúpia e
inebriam-se... contornam-me
levando-me à forca

A insônia me corrói
A lembrar de ti intensamente
E contigo, eu quero ir embora
se não de estado, então de vida

Erotização e volúpia noite adentro
O langor da melodia me comove
Doido anseio de ti destrói-me
E não consigo suprimir a falta

Eu contemplo o nada em nostalgia
Leve-me pela mão
Compartilhemos da mesma taça
do mais puro sangue

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011


Os dias estão compridos entre a multidão invisível, é algo não sentido fisicamente, é esquecido, expressivamente enrustido. Emocionalmente abatida pelas consequências da dó, compaixão, remorso vão. Lembrarei por décadas e décadas, mesmo emergindo aos ares, a nunca sentir. A emoção para com outros seres não deve existir, deve resumir-se a irônicos sorrisos cotidianos.
Ao dar-me conta, o dia escureceu-se, as horas tornaram-se soturnas, a noite uma infinda treva vaporosa. Era a dor a sussurrar-me dos recônditos profundos e distantes da esfera. Com sua capa de costume abraçou-me, sua fria e escura capa denominada inverno. Suas gélidas e brancas mãos apertaram-me, como se a anos não nos víssemos, seus olhos discriminaram tenras mudanças, mas não houve comentário algum.
Oh! O belo... O belo chama-me!

domingo, 30 de janeiro de 2011

Seguindo foi por longa trilha
Onde guerreiros do oeste
fixaram suas tropas
Canto bravo e heróico pronunciava

E de sua mente não saiam
suas longas tranças
Somente lutava por seus
cálidos beijos.

Era Lancelote
E sua espada cortava o ar
A abrir caminho
por grossos arbustres

E sentia, o suor que da testa lhe escorria
O sangue lhe fervia de bravura
O sangue transbordava
pelos muitos espinhos

E delicadamente sentia escorrer
Seguindo chegou a longo esplendor
Um campo de papoulas
Onde cálido aroma de sangue misturava-se a doce aroma

Ao nada, o vento lhe trouxe
perfeita entonação
Seguindo-lá foi por muitos arbustos
O ápice de um sentimento

Ruínas o atrairam
Jazia sozinha
No canto mais recôndito
de um imenso cemitério

Uma linda donzela repousava ali
Lágrimas a pingar
Aos seus pés o correr de águas
límpidas e cristalinas

Pura fonte, pura donzela
De longos...louros cabelos lhe escorriam
Negras vestes lhe cobriam
Bela, dentre a bruma

Bravo guerreiro
que de belo palor, paralizou-se.
Toda branca entre a névoa
Toda linda entre túmulos

Toda triste entre arbustros
Seu canto... somente dor
Seu riso... inexistente
Seus olhos ... a busca ao divino

Bela donzela
que dias e noites triste chora
por seu perdido herói.
Por seu triste amado,
que se foi , há muito tempo.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Pra mim, ouvir Metal é algo que ultrapassa os limites do ouvir. Não é apenas ouvir, é algo muito intrísico e profundo. É sentimento e identificação.
Desde os meus 13, 14 anos, época em que comecei a ouvir tal estilo musical, desenvolvi o gosto e amor pelo metal. E tenho o maior orgulho por isso, primeiramente porque nunca dependi de ninguém para conhecer e ouvir determinada banda, fui e vou atrás sozinha, por e para mim, e assim já descobri várias e várias bandas interessantissímas ( sem a ajuda de nenhum amigo invisível rsrs ).
Segundo, porque não é mais aquela coisa de adolescente em fase de transição, que uma hora ou outra descobre que não é, e não gosta de nada do que prega e se torna mais um burguês exemplar massificado, pensando que amadureceu e evoluiu.
E terceiro, porque Metal é cultura. Metal é história, é épico, é agressivo, é melódico, é violento, é romântico, é poético, é medieval, é renascentista, é escandinavo, é alemão, sueco, inglês, irlandes... Enfim, é tudo o que eu gosto e amo. Porque o meu amor é o Metallllll !!!! rs

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011


Os escritos estão contidos
Logo mais rasgarei a sangue velhas folhas
Logo mais a traição de anos emergerá
Logo mais apertarei seu coração

Logo mais... Malignamente...Sarcásticamente...

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011


De tanto amar-te, não o amo.
De tanto sonhar-te, não mais sonho.
E às vezes me vem à mente.
Às vezes que se diz sempre.

E não mais consigo vê-lo
Apenas carências satisfazidas...
E seguem-se mais, não por mim
mas pelo tempo.

Se no correr,
nem sei se estou e quem sou.
Nem sei que tempos são esses
e o que se passa lá fora.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011


Quis escrever então
Tinha de escrever
Tinha de derramar-me ao céu a boca
Os lábios cerrando de anseio

Eu não sei nada sobre
a milésima torre dos confins afins
Estou agora voltando no tempo
Estou agora soltando-me ao vento

Eternizando-me ao sempre
Rituais de passagem
Estou agora, voltando... aos anos 80
Ao abandono de seus laços

Ao declínio de seus passos
Pontiagudos e em circulos
Aos monólitos verticais
Saudações, exclamações, tentações

Não há exatamente uma escrita
O que há é uma evidênica percorrida
Da razão afável a criada vida
Vou de contra no vagão da minha

terça-feira, 25 de janeiro de 2011


Homero em seus cantos narrava a beleza
De tempos, lendas, razão, psíquico, intrínseco cantar
Canto bravo e heroico pronunciava
E no hades inspirei-me

E em tais cantos sepulcrais, conduzo-me
Eu vejo dor e vejo angústia
E uma solidão infinda contígua valorizada
E o ranger de dentes e luar sangrento

O fechar de olhos e visão obscura
O prometer insano e incabível
O infeliz usando a máscara da alegria
Donzelas que riem e cantam a tristeza

O massacre e crucificação
do procurar a si cavando ao fundo
do almejar a ser exposto ao mundo
Das profundezas tu nasceste e rastejaste infante

Tu cantou o entardecer pelos caminhos
Tu saudou a poesia em verdes vales
Tu chorou e alimentou-se
E logrou por entre cantos

Oh ! Raivosa melancolia
Concedei-me, pelos mais tenros caminhos
O penar contemplativo
O sonhar de amorosos cantos

Noites banhadas pela lua
Quero sentir e amar, distante
Ver o sol que agonizando morre
Por tal ermo entristecida

Oh Dor!!! Rasga-se meu coração
Eu cubro-me, em mantos de tristeza
E banho-me, em rios de lágrimas
E em belos cantos enalteço-os!

"Trata de ficar longe da carruagem, se não queres ser colhido debaixo das rodas."


Herman Hesse é meu autor preferido. Nunca li livros com os quais me identifiquei tanto.  Todos seus personagens são projeções de si, em vários aspectos.


Tenho sensações maravilhosas lendo Hesse, dias passaram, meses passaram, anos passam e cada vez que leio-o novamente é um novo amor.
Unterm Rad, último romance que li, encerrou-se com um profundo sentimentalismo, arrepie-me com a trágica vida de Hans e identifiquei me profundamente com Heilner, um romântico.

Hesse contribuiu em peso para a literatura e belas letras alemã. Agrada-me muitíssimo!

Ronda é a mulher responsável por abrir as portas do MMA para o sexo feminino. Antes dela, algumas mulheres já lutavam, mas elas não fizera...