Lançado em 1926, As Viagens de Gulliver é um
romance satírico. Por meio dele, o autor, Jonathan Swift, faz uma crítica à
Inglaterra e à França do século XVIII, além de diversos aspectos da humanidade,
como forma de governo, hipocrisia, virtudes e vícios, talentos, formação etc.
Gulliver é
um cirurgião, porém resolve embarcar em navios como forma de ajudar os
navegantes, além de atuar como médico.
Na primeira
viagem, chega à terra de Lilliput, onde os habitantes são minúsculos (15cm).
Consequentemente, Gulliver é recebido como um gigante.
Essa parte é
uma crítica às guerras iniciadas pelos europeus aos povos mais frágeis, visto
que é fácil dominar quando se tem vantagem física e econômica.
Na segunda,
chega à Brobdingnag. Lá, ele é o ser minúsculo, e os habitantes são gigantes.
Por conta disso, ele é usado como atração local.
Nessa parte,
o autor tece duras críticas às conspirações e hipocrisia do governo inglês, às
leis, vícios e virtudes de um bom governante etc.
Na
terceira, chega às ilhas de Laputa, Balnibarbi, Luggnagg, Glubbdubdrib e Japão.
Para mim, a mais interessante é Glubbdubdrib, onde ele encontra um homem que
tem o dom de invocar espíritos. Por meio dele, Gulliver tem a ideia de invocar
grandes nomes, como Homero, Aristóteles, Sócrates, Júlio César, entre outros.
Por
fim, chega ao país dos Houyhnhnms, uma raça de cavalos que são os governantes
do país. Pelo jeito, esse lugar foi o que Gulliver mais gostou e o que mais lhe
proporcionou conhecimento.
Em
todos os locais que chegou, Gulliver foi bem recebido, contou aos soberanos
como era a sua terra, aprendeu a língua deles e como lidavam com as leis e seus
modos de governar. Quanto mais ele aprendia sobre esses lugares, mais se distanciava
das suas origens e constatava como seus semelhantes eram atrasados em diversos
aspectos, o que lhe causou problemas ao voltar à sociedade.
Eu fiquei muito surpreendida com a narração, foi muito melhor do que eu
esperava. Realmente, um clássico nunca há de nos decepcionar!