segunda-feira, 28 de maio de 2018

Pelos Olhos de Maisie


Há um tempo, o divórcio não existia. Consequentemente, um casamento carcomido pelo ódio deveria ser mantido até o fim. Sendo assim, a legalização jurídica dele foi um bem para a sociedade ocidental. Atualmente, porém, como vivemos em “tempos líquidos”, as relações são fugazes, ou seja, qualquer coisa é motivo para uma separação, a maioria dos namoros dura no máximo dois anos, e a maioria dos casamentos é movida por interesses. Portanto, o problema não é o divórcio, mas na imaturidade das pessoas perante os relacionamentos.




Outrossim, muitas vezes o divórcio envolve seres que não têm nada a ver com as desavenças do casal: os filhos. Nesse sentido, este livro é visionário, pois foi escrito 1897 e narra a história de Maisie, uma garota de sete anos que teve que viver como um joguete de seus pais. Após a separação, a corte decretou que ela ficaria seis meses com o pai e seis com a mãe. Entretanto, os dois se odeiam e usam a criança como mensageira de seus ódios, por exemplo: “Diga para sua mãe que ela é uma tremenda vaca!”; “Aquele desgraçado mandou algum recado?” etc. Além disso, eles são pessoas baixas moralmente e não fazem a menor questão de esconder isso da filha.
No entanto, a narrativa é bem monótona, não acontecem muitas coisas interessantes, e as ações são tediosas, há muitos detalhes desnecessários nas descrições. Todavia, é necessário lembrar que o autor quis narrar a história pela mente de uma criança de sete anos.
Em síntese, a ideia da obra está muito à frente do seu tempo, por isso fique muito interessada em ler. Contudo, esperava mais. Fiquei a imaginar o mesmo enredo narrado pelo Flaubert, que tinha uma puta capacidade para adentrar no psicológico dos personagens. Seria perfeito!

sexta-feira, 25 de maio de 2018

Sobre 13 Reasons Why


Comecei a assistir 13 Reasons Why porque estava de férias e ganhei um mês grátis da Netflix. A temática envolvendo bullying e suicídio chamou a minha atenção. No começo, estava achando a história chata, parecia uma historinha para adolescentes bobocas; já ia desistir de assistir, até que aconteceu algo que prendeu a minha atenção: o assédio sofrido pela Hanna. Por conta disso, continuei a assistir e vi que era nada daquela série imbecil para adolescentes que imaginei -embora ela seja assistida por muitos jovens "expertinhos"-, havia cenas pesadas, inclusive, violência explicita, estupro, uso de drogas etc.
A mensagem que a trama transmite é de extrema importância para os dias atuais, principalmente para professores, pais, diretores, psicólogos etc., pois vários casos de bullying terminaram em tragédia. Sendo assim, uma série de abrangência mundial que abordasse o tema era extremamente necessária.




Nesta semana, eu assisti a segunda temporada, estava ansiosa para vê-la. Eu gostei, mas não esperava que fosse tão pesada. Mudaram o foco da narrativa, a história seguiu por caminhos não imaginados. No entanto, foi bem realista, o que deixou uma sensação de angustia misturada com impotência. Os casos de estupro não foram devidamente punidos, pois o dinheiro e posição do agressor falaram mais alto, o que está totalmente atrelado à realidade, visto que riqueza compra advogados, pessoas influentes e até juízes. Além disso, mostraram uma Hanna menos imperfeita, não que ela fosse perfeita, - claro!- mas deram um novo direcionamento à personalidade da personagem construída na mente das pessoas. Consequentemente, não há razão para que ela apareça na próxima temporada. Se tiver uma nova, e creio que terá, pois muitos acontecimentos não foram esclarecidos, ela será em torno da mesma temática: bullying, mas por uma perspectiva diferente, agora, o agredido é do sexo masculino.
Enfim, o conteúdo da série é excelente. Eu não conheço outro seriado que aborde o tema de forma tão realista, apenas filmes. Há falhas e partes bestas. Não vi sentido em muita delas, mas são relevantes. :)

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Embora eu tenha nascido sob as rédeas da cólera, visto que meu signo é aries, o meu temperamento aplaina a raivosidade dando lugar à calma, pois pertenço à estirpe dos fleumáticos e melancólicos. Sendo assim, as profundas reflexões e análises internas e externas contribuíram magnificamente para o desenvolvimento de reações diretas e racionais. As discussões infundadas foram substituídas pela reação mental "Foda-se!". 




As observações correntes seguidas de análises resultaram em silêncio, pois contribuíram para o desenvolvimento da capacidade de detectar imbecis e inaptos ao aprofundamento de idéias e desinteressados de ascensões espirituais

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Sobre A Letra Escarlate


Neste livro, Nathaniel Hawthorne narra a história de Hester Prynne, uma mulher do século XVII que foi condenada a usar uma letra A em seu peito como castigo por seu desvio moral: Adultério. No romance, ambientando em uma comunidade extremamente puritana na cidade de Boston, as punições eram muito rígidas.



Hester foi humilhada em praça pública com sua filha, Pearl, fruto do seu crime. No entanto, ela se mostra extremamente à frente do seu tempo, pois, embora perdida, consegue sustentar sua filha sozinha com o fruto do seu trabalho, pois tem um talento único para bordar. Além disso, demonstra firmeza e não se deixa resignar pelas constantes humilhações e desprezo que sofre das pessoas da cidade, conseguindo firmar-se como mulher de respeito. Pearl é sua única companhia; a menina acaba absorvendo um pouco da personalidade da mãe e se mostra única e estranha, ganhando a fama de menina fada.
Embora Prynne não tenha feito a filha sozinha, o pai da criança não é punido, porque Hester não quis dizer quem era. Entrementes, entram em cena dois homens, um médico e um pastor. No decorrer da história, é comum tentarmos adivinhar quem seria o pai, e esses dois personagens são bem suspeitos. Para descobrir quem é, leia o livro! :D
Eu gostei da narrativa, pois me senti transportada a um ambiente sombrio, cheio de névoas e pessoas trajando roupas escuras. Há uma parte em que Hester e Pearl estão atravessando uma floresta e encontram o pastor; a forma como o narrador narra essa parte é sensacional para quem gosto de florestas e cousas sombrias. Por outro lado, às vezes a narrativa dá a impressão de que o autor queria apenas encher linguiça, visto que as ações não saem do lugar. Enfim, gostei do livro, mas, sinceramente, eu esperava mais!


Ronda é a mulher responsável por abrir as portas do MMA para o sexo feminino. Antes dela, algumas mulheres já lutavam, mas elas não fizera...