
Os dias estão compridos entre a multidão invisível, é algo não sentido fisicamente, é esquecido, expressivamente enrustido. Emocionalmente abatida pelas consequências da dó, compaixão, remorso vão. Lembrarei por décadas e décadas, mesmo emergindo aos ares, a nunca sentir. A emoção para com outros seres não deve existir, deve resumir-se a irônicos sorrisos cotidianos.
Ao dar-me conta, o dia escureceu-se, as horas tornaram-se soturnas, a noite uma infinda treva vaporosa. Era a dor a sussurrar-me dos recônditos profundos e distantes da esfera. Com sua capa de costume abraçou-me, sua fria e escura capa denominada inverno. Suas gélidas e brancas mãos apertaram-me, como se a anos não nos víssemos, seus olhos discriminaram tenras mudanças, mas não houve comentário algum.
Oh! O belo... O belo chama-me!







