segunda-feira, 31 de janeiro de 2011


Os dias estão compridos entre a multidão invisível, é algo não sentido fisicamente, é esquecido, expressivamente enrustido. Emocionalmente abatida pelas consequências da dó, compaixão, remorso vão. Lembrarei por décadas e décadas, mesmo emergindo aos ares, a nunca sentir. A emoção para com outros seres não deve existir, deve resumir-se a irônicos sorrisos cotidianos.
Ao dar-me conta, o dia escureceu-se, as horas tornaram-se soturnas, a noite uma infinda treva vaporosa. Era a dor a sussurrar-me dos recônditos profundos e distantes da esfera. Com sua capa de costume abraçou-me, sua fria e escura capa denominada inverno. Suas gélidas e brancas mãos apertaram-me, como se a anos não nos víssemos, seus olhos discriminaram tenras mudanças, mas não houve comentário algum.
Oh! O belo... O belo chama-me!

domingo, 30 de janeiro de 2011

Seguindo foi por longa trilha
Onde guerreiros do oeste
fixaram suas tropas
Canto bravo e heróico pronunciava

E de sua mente não saiam
suas longas tranças
Somente lutava por seus
cálidos beijos.

Era Lancelote
E sua espada cortava o ar
A abrir caminho
por grossos arbustres

E sentia, o suor que da testa lhe escorria
O sangue lhe fervia de bravura
O sangue transbordava
pelos muitos espinhos

E delicadamente sentia escorrer
Seguindo chegou a longo esplendor
Um campo de papoulas
Onde cálido aroma de sangue misturava-se a doce aroma

Ao nada, o vento lhe trouxe
perfeita entonação
Seguindo-lá foi por muitos arbustos
O ápice de um sentimento

Ruínas o atrairam
Jazia sozinha
No canto mais recôndito
de um imenso cemitério

Uma linda donzela repousava ali
Lágrimas a pingar
Aos seus pés o correr de águas
límpidas e cristalinas

Pura fonte, pura donzela
De longos...louros cabelos lhe escorriam
Negras vestes lhe cobriam
Bela, dentre a bruma

Bravo guerreiro
que de belo palor, paralizou-se.
Toda branca entre a névoa
Toda linda entre túmulos

Toda triste entre arbustros
Seu canto... somente dor
Seu riso... inexistente
Seus olhos ... a busca ao divino

Bela donzela
que dias e noites triste chora
por seu perdido herói.
Por seu triste amado,
que se foi , há muito tempo.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Pra mim, ouvir Metal é algo que ultrapassa os limites do ouvir. Não é apenas ouvir, é algo muito intrísico e profundo. É sentimento e identificação.
Desde os meus 13, 14 anos, época em que comecei a ouvir tal estilo musical, desenvolvi o gosto e amor pelo metal. E tenho o maior orgulho por isso, primeiramente porque nunca dependi de ninguém para conhecer e ouvir determinada banda, fui e vou atrás sozinha, por e para mim, e assim já descobri várias e várias bandas interessantissímas ( sem a ajuda de nenhum amigo invisível rsrs ).
Segundo, porque não é mais aquela coisa de adolescente em fase de transição, que uma hora ou outra descobre que não é, e não gosta de nada do que prega e se torna mais um burguês exemplar massificado, pensando que amadureceu e evoluiu.
E terceiro, porque Metal é cultura. Metal é história, é épico, é agressivo, é melódico, é violento, é romântico, é poético, é medieval, é renascentista, é escandinavo, é alemão, sueco, inglês, irlandes... Enfim, é tudo o que eu gosto e amo. Porque o meu amor é o Metallllll !!!! rs

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011


Os escritos estão contidos
Logo mais rasgarei a sangue velhas folhas
Logo mais a traição de anos emergerá
Logo mais apertarei seu coração

Logo mais... Malignamente...Sarcásticamente...

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011


De tanto amar-te, não o amo.
De tanto sonhar-te, não mais sonho.
E às vezes me vem à mente.
Às vezes que se diz sempre.

E não mais consigo vê-lo
Apenas carências satisfazidas...
E seguem-se mais, não por mim
mas pelo tempo.

Se no correr,
nem sei se estou e quem sou.
Nem sei que tempos são esses
e o que se passa lá fora.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011


Quis escrever então
Tinha de escrever
Tinha de derramar-me ao céu a boca
Os lábios cerrando de anseio

Eu não sei nada sobre
a milésima torre dos confins afins
Estou agora voltando no tempo
Estou agora soltando-me ao vento

Eternizando-me ao sempre
Rituais de passagem
Estou agora, voltando... aos anos 80
Ao abandono de seus laços

Ao declínio de seus passos
Pontiagudos e em circulos
Aos monólitos verticais
Saudações, exclamações, tentações

Não há exatamente uma escrita
O que há é uma evidênica percorrida
Da razão afável a criada vida
Vou de contra no vagão da minha

terça-feira, 25 de janeiro de 2011


Homero em seus cantos narrava a beleza
De tempos, lendas, razão, psíquico, intrínseco cantar
Canto bravo e heroico pronunciava
E no hades inspirei-me

E em tais cantos sepulcrais, conduzo-me
Eu vejo dor e vejo angústia
E uma solidão infinda contígua valorizada
E o ranger de dentes e luar sangrento

O fechar de olhos e visão obscura
O prometer insano e incabível
O infeliz usando a máscara da alegria
Donzelas que riem e cantam a tristeza

O massacre e crucificação
do procurar a si cavando ao fundo
do almejar a ser exposto ao mundo
Das profundezas tu nasceste e rastejaste infante

Tu cantou o entardecer pelos caminhos
Tu saudou a poesia em verdes vales
Tu chorou e alimentou-se
E logrou por entre cantos

Oh ! Raivosa melancolia
Concedei-me, pelos mais tenros caminhos
O penar contemplativo
O sonhar de amorosos cantos

Noites banhadas pela lua
Quero sentir e amar, distante
Ver o sol que agonizando morre
Por tal ermo entristecida

Oh Dor!!! Rasga-se meu coração
Eu cubro-me, em mantos de tristeza
E banho-me, em rios de lágrimas
E em belos cantos enalteço-os!

"Trata de ficar longe da carruagem, se não queres ser colhido debaixo das rodas."


Herman Hesse é meu autor preferido. Nunca li livros com os quais me identifiquei tanto.  Todos seus personagens são projeções de si, em vários aspectos.


Tenho sensações maravilhosas lendo Hesse, dias passaram, meses passaram, anos passam e cada vez que leio-o novamente é um novo amor.
Unterm Rad, último romance que li, encerrou-se com um profundo sentimentalismo, arrepie-me com a trágica vida de Hans e identifiquei me profundamente com Heilner, um romântico.

Hesse contribuiu em peso para a literatura e belas letras alemã. Agrada-me muitíssimo!

Ronda é a mulher responsável por abrir as portas do MMA para o sexo feminino. Antes dela, algumas mulheres já lutavam, mas elas não fizera...