terça-feira, 18 de dezembro de 2018


Sempre me interessei pelos temperamentos. Por conta disso, não poderia deixar de ler este pequeno livro de menos de 200 páginas escrito pelo médico psiquiatra Italo Marsili. Se você não o conhece, vale a pena conhecer. Ele ficou conhecido na internet depois de ativar aquela opção nos Stories do Instagram de responder perguntas. As respostas dele são chocantes para as pessoas sensíveis da modernidade, criadas a leite com pêra e Ovomaltine. 


Nesta obra, ele nos mostra, por meio de conhecimentos mais “técnicos”, como são os temperamentos colérico, sanguíneo, fleumático e melancólico. No início, fiquei com um pé atrás para comprar, pois pensei que seria clichê. Todavia, ele realmente traz conhecimentos novos e mais aprofundados sobre o assunto. Após explicar sobre o processo de identificação do nosso temperamento, o autor ensina a como lidar com os quatro tipos. Isso é feito por meio de exemplos que ilustram como é uma criança fleumática, colérica, sanguínea e melancólica, além de como motivar o filho de acordo com o seu temperamento. Nesse quesito, ele foca mais na educação no sentido pais e filhos, ou seja, pai sanguíneo e filho colérico, pai fleumático e filho colérico, entre outros.
Além disso, aborda os temperamentos relacionando-os à questão da espiritualidade. Por exemplo, um indivíduo colérico poderá ascender espiritualmente praticando a ação de dar esmola, pois coléricos carregam a expansão. Já o melancólico, a virtude, pois é mais ordenado e conseguirá levar isso mais a sério. O fleumático, o jejum, e o sanguíneo, a oração. 

Não bastasse isso, ele fala de forma resumida sobre as doze camadas da personalidade. Quem conhece o mínimo do Professor Olavo de Carvalho já entende um pouco ou muito sobre isso.   
Enfim, engana-se quem pensa que o livro é apenas para pais, por causa do título. Não! Ele serve para todos. Não há termos difíceis da área médica, embora ele seja médico, o que tornaria o livro mais cansativo. A leitura é bem agradável e fluída. Amei! 


Joana D'arc


Joana D'arc nasceu na aldeia de Domrémy em 1412. Ela era conhecida como Joaninha, gostava de trabalhar no campo, frequentar a igreja e cuidar dos animais. Quando tinha 13 anos, começou a ouvir vozes, que eram dos santos Miguel, Catarina e Margarida. No início, sentiu medo e não contou a ninguém. Após um tempo, começou a ter visões. Era a voz de Deus a lhe chamar, era o dom da visão concedido. Essas visões e vozes a orientavam a participar do exército, o que fez. Cortou os cabelos e começou a estudar sobre armas e a obter conhecimentos militares.    
Em virtude disso, a simples Joaninha virou Joana D'arc, passando por toda sorte de dificuldades para seguir sua vocação. Entrementes, passou a comandar tropas. Ela teve que lidar com vários homens importantes e negociar acordos de guerra, o que, na época, deixava várias pessoas poderosas surpresas com sua audácia. Joana, porém, mostrava-se altiva e calma, sabia usar as palavras de forma convincente e logo foi angariando a confiança da sociedade. Todavia, seu sucesso nas batalhas despertou a inveja de alguns militares, que começaram a conspirar contra ela.       

     
Em 1430, Joana foi vítima de uma emboscada, sendo ferida, presa e vendida aos ingleses. Estes a condenaram injustamente de bruxaria, por conta de suas visões, inteligência e audácia. Ao saber de sua condenação, ficou muito chateada e angustiada com tamanha injustiça. Eis um trecho do que proferiu: “Deu meu! Tratam-me tão horrível e cruelmente que só falta meu corpo, inteiramente puro, ser hoje consumido e transformado em cinzas! Ah! Preferia mil vezes ser decapitada a ser queimada. Meu Deus! Se eu tivesse ficado na prisão da Igreja à qual eu estava submissa e seu eu tivesse sido vigiada por pessoas da Igreja, e não por meus inimigos e adversários, eu não teria chegado a uma situação como essa. Ah! Eu denuncio, diante de Deus, o grande Juiz, as enormes injustiças e arbitrariedades que têm praticado contra mim”.         
Joana foi queimada viva na fogueira em 1431. Durante o tempo em que estava na fogueira, não parava de clamar pelo nome de Jesus e dos santos e das santas do céu. 
Em 1920, ela foi canonizada solenemente em Roma.


Ronda é a mulher responsável por abrir as portas do MMA para o sexo feminino. Antes dela, algumas mulheres já lutavam, mas elas não fizera...