terça-feira, 18 de dezembro de 2018


Sempre me interessei pelos temperamentos. Por conta disso, não poderia deixar de ler este pequeno livro de menos de 200 páginas escrito pelo médico psiquiatra Italo Marsili. Se você não o conhece, vale a pena conhecer. Ele ficou conhecido na internet depois de ativar aquela opção nos Stories do Instagram de responder perguntas. As respostas dele são chocantes para as pessoas sensíveis da modernidade, criadas a leite com pêra e Ovomaltine. 


Nesta obra, ele nos mostra, por meio de conhecimentos mais “técnicos”, como são os temperamentos colérico, sanguíneo, fleumático e melancólico. No início, fiquei com um pé atrás para comprar, pois pensei que seria clichê. Todavia, ele realmente traz conhecimentos novos e mais aprofundados sobre o assunto. Após explicar sobre o processo de identificação do nosso temperamento, o autor ensina a como lidar com os quatro tipos. Isso é feito por meio de exemplos que ilustram como é uma criança fleumática, colérica, sanguínea e melancólica, além de como motivar o filho de acordo com o seu temperamento. Nesse quesito, ele foca mais na educação no sentido pais e filhos, ou seja, pai sanguíneo e filho colérico, pai fleumático e filho colérico, entre outros.
Além disso, aborda os temperamentos relacionando-os à questão da espiritualidade. Por exemplo, um indivíduo colérico poderá ascender espiritualmente praticando a ação de dar esmola, pois coléricos carregam a expansão. Já o melancólico, a virtude, pois é mais ordenado e conseguirá levar isso mais a sério. O fleumático, o jejum, e o sanguíneo, a oração. 

Não bastasse isso, ele fala de forma resumida sobre as doze camadas da personalidade. Quem conhece o mínimo do Professor Olavo de Carvalho já entende um pouco ou muito sobre isso.   
Enfim, engana-se quem pensa que o livro é apenas para pais, por causa do título. Não! Ele serve para todos. Não há termos difíceis da área médica, embora ele seja médico, o que tornaria o livro mais cansativo. A leitura é bem agradável e fluída. Amei! 


Joana D'arc


Joana D'arc nasceu na aldeia de Domrémy em 1412. Ela era conhecida como Joaninha, gostava de trabalhar no campo, frequentar a igreja e cuidar dos animais. Quando tinha 13 anos, começou a ouvir vozes, que eram dos santos Miguel, Catarina e Margarida. No início, sentiu medo e não contou a ninguém. Após um tempo, começou a ter visões. Era a voz de Deus a lhe chamar, era o dom da visão concedido. Essas visões e vozes a orientavam a participar do exército, o que fez. Cortou os cabelos e começou a estudar sobre armas e a obter conhecimentos militares.    
Em virtude disso, a simples Joaninha virou Joana D'arc, passando por toda sorte de dificuldades para seguir sua vocação. Entrementes, passou a comandar tropas. Ela teve que lidar com vários homens importantes e negociar acordos de guerra, o que, na época, deixava várias pessoas poderosas surpresas com sua audácia. Joana, porém, mostrava-se altiva e calma, sabia usar as palavras de forma convincente e logo foi angariando a confiança da sociedade. Todavia, seu sucesso nas batalhas despertou a inveja de alguns militares, que começaram a conspirar contra ela.       

     
Em 1430, Joana foi vítima de uma emboscada, sendo ferida, presa e vendida aos ingleses. Estes a condenaram injustamente de bruxaria, por conta de suas visões, inteligência e audácia. Ao saber de sua condenação, ficou muito chateada e angustiada com tamanha injustiça. Eis um trecho do que proferiu: “Deu meu! Tratam-me tão horrível e cruelmente que só falta meu corpo, inteiramente puro, ser hoje consumido e transformado em cinzas! Ah! Preferia mil vezes ser decapitada a ser queimada. Meu Deus! Se eu tivesse ficado na prisão da Igreja à qual eu estava submissa e seu eu tivesse sido vigiada por pessoas da Igreja, e não por meus inimigos e adversários, eu não teria chegado a uma situação como essa. Ah! Eu denuncio, diante de Deus, o grande Juiz, as enormes injustiças e arbitrariedades que têm praticado contra mim”.         
Joana foi queimada viva na fogueira em 1431. Durante o tempo em que estava na fogueira, não parava de clamar pelo nome de Jesus e dos santos e das santas do céu. 
Em 1920, ela foi canonizada solenemente em Roma.


sábado, 17 de novembro de 2018

Sobre O Poço da Solidão


Stephen Gordon nasceu menina, mas era para ser um menino, de acordo com o desejo de seus pais, por isso o nome masculino em uma moça. Eles não quiserem escolher outro nome.  

Já na infância, Stephen não era como as outras garotas. Para a época, ela gostava de cousas consideradas do gosto masculino, como esportes. O pai da moça, porém, era compreensivo e um grande estudioso. Por conta disso, compreendia a filha melhor do que a mãe, que sentia certo desgosto por ter tido uma filha no lugar de um filho. Ele a matriculou em aulas de esgrima e equitação, além de prover a ela aulas de Literatura, História etc. com professoras renomadas.     




Stephen foi crescendo e seu jeito não mudava, pelo contrario, cada dia mais era possível notar seu jeito masculinizado no portar e no modo de se vestir. Quando a adolescência fez borbulhar os hormônios, ela apaixonou-se por uma mulher: Angela. Stephen era o que era chamado na época como “invertidos”, o que nos nossos tempos é conhecido como “lésbica”. Ela não apenas não se sentia como pertencente ao seu sexo de nascença, mas sentia atração pelo mesmo sexo.     
Após isso, a autora, Radclyffe Hall, narra todos os problemas que uma mulher lésbica sofria na época. Isso é feito, por vezes, de modo poético e lírico, o que demonstra uma escritora competente em escrever, nota-se que ela não estava apenas preocupada em expor os problemas da época relacionados ao lesbianismo, decorrentes do momento histórico, mas que se preocupava com a escrita e com a Literatura.
Pode-se dizer que Stephen Gordon tem muito da sua criadora, pois Hall também se vestia de modo masculinizado, o que era chocante para a época, e tinha uma companheira. Ademais, era mais conservadora, desprezava os ambientes promíscuos da época e prezava pelas relações eternas. Por conta disso, não se sentia muito bem nos meios sociais, sempre se achava estranha e ficava reclusa.
O livro foi lançado em 1928, sendo proibido em alguns países, como na Inglaterra e nos EUA.

A Mulher no Tempo das Cruzadas


Se você pensa que as mulheres sempre foram umas coitadas obrigadas a ficar em casa, está enganado. Elas sempre trabalharam, estudaram e até reinaram. Isso pode ser comprovado ao ler este livro da historiadora francesa Régine Pernoud. Ela nos mostra como era a vida das mulheres nos tempos das Cruzadas. Ana Comnena, por exemplo, foi a primeira a narrar como nos é conhecida a Primeira Cruzada. Ela narrou de forma muito completa a presença de várias mulheres nas batalhas, que não eram somente batalhas, como os clichês históricos mostram, mas grandes peregrinações de homens, mulheres e crianças à Cidade Santa.



As Pupilas do Senhor Reitor

Amei a forma como o autor descreve os temperamentos dos personagens, principalmente o de Margarida, uma melancólica cheia de virtudes e talentos. 


Vejam como é belo este trecho em que descreve os melancólicos: “Os carácteres concentrados, como o de Margarida, alimentam-se ordinariamente de uma idéia fixa... Quantas vezes de uma ilusão? Que forma o segredo inviolável da sua existência inteira. Abre-lhes ela as portas de um mundo imaginário, para onde se refugiam dos embates do mundo real, que impressionam dolorosamente a sua delicada sensibilidade. Quando os encontramos sós, estes melancólicos devaneadores, acreditamos que lhes povoam a solidão formas invisíveis criadas à poderosa evocação da sua fantasia; o silêncio, em que os virmos cair, dissimula-lhes os misteriosos diálogos na linguagem desconhecida e intraduzível desse fantástico mundo. É uma singular loucura procurar distraí-los, chamando-os à consideração das coisas reais. A mais doce consolação, a mais festiva alegria daquelas almas, é aquilo mesmo que se nos figura tristeza. Deixem-nos assim. Não queiram lhes erguer a fronte que involuntariamente se inclina; não tentem lhes iluminar com sorrisos a fisionomia, sobre a qual se derrama uma serena gravidade; não se esforcem por lhes tirar dos lábios comprimidos uma palavra qualquer; o fogo de vida, que parece tê-los abandonado, deixou somente a superfície para mais intenso se lhes concentrar no coração.”

A Tomada do Brasil Pelos Maus Brasileiros


"O sujeito coerente é um anti-social, objeto de intrigas e maledicência. Se não quiser vir para o gueto, livre-se de suas convicções.    
Tudo isso é tão óbvio para nós quanto é inaceitável para eles, os maus brasileiros que tomaram este país."



O Bosque das Ilusões Perdidas

Há muito tempo eu queria ler esta obra apenas por causa do nome. Eu tenho uma intuição com nomes de livros, pois os meus livros preferidos foram descobertos assim, ninguém me indicou, eu não sabia sobre eles, mas o nome criava uma profunda atração. Todavia, este foi uma decepção!    
Achei a história forçada, no sentido de querer passar algo, mas sem conseguir. Creio que isso ocorre porque foi o primeiro e único livro do autor: Alain Fournier.        


Acho que, se ele não tivesse morrido na Guerra, poderia ter dado continuidade à sua vida de escritor e ter desenvolvido uma escrita mais trabalhada.  
A narrativa gira em torno de dois amigos: François Seurel e Agoustin Meaulnes. Eles estudavam juntos e eram grandes companheiros. Entrementes, Meaulnes parte para uma aventura e encontra um lugar mágico, uma grande mansão, onde ocorre uma festa. Nessa cerimônia de casamento, encontra uma mulher por quem se apaixona perdidamente, Yvonne de Galais. Todavia, um problema ocorre, e ele volta para casa. Após isso, está decidido a procurar o local novamente e encontrar a garota. Para isso, conta com a ajuda de François. O livro continua narrando como ocorre essa busca. A narrativa, porém, é chata, achei bem sem sal e sem açúcar. Às vezes, notei que o autor tentava criar uma aura de mistério poético, mas de forma bem sucinta.     
A mensagem mais bonita do livro está relacionada à amizade e à lealdade, isso foi o que mais se sobressaiu, porque a tentativa de mistério não colou. Em algumas partes, notei uma leve semelhança com Demian, do Hermann Hesse, mas apenas vestígios vagos. O final da história é trágico e ao mesmo tempo feliz. Na verdade, foi o livro das ilusões perdidas. Hahaha
Este é um dos melhores livros lidos este ano. Jordan Peterson é um psicólogo canadense muito bem em relacionar alguns mitos, passagens bíblicas, autores clássicos, exemplos pessoas etc., com os problemas enfrentados atualmente pela sociedade moderna. A leitura é muito agradável. Eu li em uma semana.

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Sobre As Viagens de Gulliver

Lançado em 1926, As Viagens de Gulliver é um romance satírico. Por meio dele, o autor, Jonathan Swift, faz uma crítica à Inglaterra e à França do século XVIII, além de diversos aspectos da humanidade, como forma de governo, hipocrisia, virtudes e vícios, talentos, formação etc. 



Gulliver é um cirurgião, porém resolve embarcar em navios como forma de ajudar os navegantes, além de atuar como médico.
Na primeira viagem, chega à terra de Lilliput, onde os habitantes são minúsculos (15cm). Consequentemente, Gulliver é recebido como um gigante.
Essa parte é uma crítica às guerras iniciadas pelos europeus aos povos mais frágeis, visto que é fácil dominar quando se tem vantagem física e econômica.
Na segunda, chega à Brobdingnag. Lá, ele é o ser minúsculo, e os habitantes são gigantes. Por conta disso, ele é usado como atração local.    
Nessa parte, o autor tece duras críticas às conspirações e hipocrisia do governo inglês, às leis, vícios e virtudes de um bom governante etc.

Na terceira, chega às ilhas de Laputa, Balnibarbi, Luggnagg, Glubbdubdrib e Japão. Para mim, a mais interessante é Glubbdubdrib, onde ele encontra um homem que tem o dom de invocar espíritos. Por meio dele, Gulliver tem a ideia de invocar grandes nomes, como Homero, Aristóteles, Sócrates, Júlio César, entre outros.

Por fim, chega ao país dos Houyhnhnms, uma raça de cavalos que são os governantes do país. Pelo jeito, esse lugar foi o que Gulliver mais gostou e o que mais lhe proporcionou conhecimento.

Em todos os locais que chegou, Gulliver foi bem recebido, contou aos soberanos como era a sua terra, aprendeu a língua deles e como lidavam com as leis e seus modos de governar. Quanto mais ele aprendia sobre esses lugares, mais se distanciava das suas origens e constatava como seus semelhantes eram atrasados em diversos aspectos, o que lhe causou problemas ao voltar à sociedade.


Eu fiquei muito surpreendida com a narração, foi muito melhor do que eu esperava. Realmente, um clássico nunca há de nos decepcionar!

 


terça-feira, 26 de junho de 2018


Demorei a assistir Anne With an E, embora as indicações fossem excelentes. Semana passada, porém, finalmente assisti e -Nossa!- a única cousa que me veio à mente foi: Por que não assisti antes? A série e simplesmente fascinante!
Anne é uma mocinha de 13 anos que perdeu os pais com 3 meses. Consequentemente, vive em casas de família e orfanatos e sempre foi tratada com desprezo por conta disso, presenciou cenas violentas e sofreu maus-tratos, porém, apesar de tudo isso, não se deixou corromper. Ela encontrou refúgio nos livros, na literatura, na poesia e na natureza. Além do mais, amava Jane Eyre e declama trechos da obra. Pode existir ser mais encantador?



A série começa com Anne sendo adotada erroneamente pelos irmãos Marília e Matthew Cuthbert. Eles vivem em uma fazenda e adotam um garoto para ajudá-los nos afazeres da roça, porém, por um engano, enviam Anne no lugar dele. Por conseguinte, a batalha para ficar na propriedade começa, assim como as aventuras vividas por Anne com seus novos amigos, escola, vizinhos e demais personagens.
O enredo aborda vários temas que dão margem a discussões, como conceito de família, Anne nunca teve uma até os 13 anos; adoção; padrões de beleza, Anne acha que é feia por ter o cabelo ruivo e ser sardenta; bullying, ela sofre preconceito por ser adotada, ter gostos diferentes dos da maioria, ter o cabelo vermelho e sardas; amizade, a relação dela com a personagem Diana é encantadora, etc.

Todavia, para mim, o mais interessante é o fascínio da Anne pela literatura, natureza, poesia, interpretação, teatro, declamações etc. Como já disse, ela é uma garotinha adorável e tem um imaginário completamente criativo.
Em síntese, só sei que foi o seriado mais lindo que assisti este ano. Fiquei maravilhada com a imaginação da Anne, e a fotografia da série é linda, simplesmente magnífica, um misto de bucolismo com romantismo! Várias mensagens podem ser extraídas, mas a principal, a meu ver, é não deixar que instituições e pessoas baixas destruam a nossa mente e capacidade criativa.


segunda-feira, 28 de maio de 2018

Pelos Olhos de Maisie


Há um tempo, o divórcio não existia. Consequentemente, um casamento carcomido pelo ódio deveria ser mantido até o fim. Sendo assim, a legalização jurídica dele foi um bem para a sociedade ocidental. Atualmente, porém, como vivemos em “tempos líquidos”, as relações são fugazes, ou seja, qualquer coisa é motivo para uma separação, a maioria dos namoros dura no máximo dois anos, e a maioria dos casamentos é movida por interesses. Portanto, o problema não é o divórcio, mas na imaturidade das pessoas perante os relacionamentos.




Outrossim, muitas vezes o divórcio envolve seres que não têm nada a ver com as desavenças do casal: os filhos. Nesse sentido, este livro é visionário, pois foi escrito 1897 e narra a história de Maisie, uma garota de sete anos que teve que viver como um joguete de seus pais. Após a separação, a corte decretou que ela ficaria seis meses com o pai e seis com a mãe. Entretanto, os dois se odeiam e usam a criança como mensageira de seus ódios, por exemplo: “Diga para sua mãe que ela é uma tremenda vaca!”; “Aquele desgraçado mandou algum recado?” etc. Além disso, eles são pessoas baixas moralmente e não fazem a menor questão de esconder isso da filha.
No entanto, a narrativa é bem monótona, não acontecem muitas coisas interessantes, e as ações são tediosas, há muitos detalhes desnecessários nas descrições. Todavia, é necessário lembrar que o autor quis narrar a história pela mente de uma criança de sete anos.
Em síntese, a ideia da obra está muito à frente do seu tempo, por isso fique muito interessada em ler. Contudo, esperava mais. Fiquei a imaginar o mesmo enredo narrado pelo Flaubert, que tinha uma puta capacidade para adentrar no psicológico dos personagens. Seria perfeito!

sexta-feira, 25 de maio de 2018

Sobre 13 Reasons Why


Comecei a assistir 13 Reasons Why porque estava de férias e ganhei um mês grátis da Netflix. A temática envolvendo bullying e suicídio chamou a minha atenção. No começo, estava achando a história chata, parecia uma historinha para adolescentes bobocas; já ia desistir de assistir, até que aconteceu algo que prendeu a minha atenção: o assédio sofrido pela Hanna. Por conta disso, continuei a assistir e vi que era nada daquela série imbecil para adolescentes que imaginei -embora ela seja assistida por muitos jovens "expertinhos"-, havia cenas pesadas, inclusive, violência explicita, estupro, uso de drogas etc.
A mensagem que a trama transmite é de extrema importância para os dias atuais, principalmente para professores, pais, diretores, psicólogos etc., pois vários casos de bullying terminaram em tragédia. Sendo assim, uma série de abrangência mundial que abordasse o tema era extremamente necessária.




Nesta semana, eu assisti a segunda temporada, estava ansiosa para vê-la. Eu gostei, mas não esperava que fosse tão pesada. Mudaram o foco da narrativa, a história seguiu por caminhos não imaginados. No entanto, foi bem realista, o que deixou uma sensação de angustia misturada com impotência. Os casos de estupro não foram devidamente punidos, pois o dinheiro e posição do agressor falaram mais alto, o que está totalmente atrelado à realidade, visto que riqueza compra advogados, pessoas influentes e até juízes. Além disso, mostraram uma Hanna menos imperfeita, não que ela fosse perfeita, - claro!- mas deram um novo direcionamento à personalidade da personagem construída na mente das pessoas. Consequentemente, não há razão para que ela apareça na próxima temporada. Se tiver uma nova, e creio que terá, pois muitos acontecimentos não foram esclarecidos, ela será em torno da mesma temática: bullying, mas por uma perspectiva diferente, agora, o agredido é do sexo masculino.
Enfim, o conteúdo da série é excelente. Eu não conheço outro seriado que aborde o tema de forma tão realista, apenas filmes. Há falhas e partes bestas. Não vi sentido em muita delas, mas são relevantes. :)

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Embora eu tenha nascido sob as rédeas da cólera, visto que meu signo é aries, o meu temperamento aplaina a raivosidade dando lugar à calma, pois pertenço à estirpe dos fleumáticos e melancólicos. Sendo assim, as profundas reflexões e análises internas e externas contribuíram magnificamente para o desenvolvimento de reações diretas e racionais. As discussões infundadas foram substituídas pela reação mental "Foda-se!". 




As observações correntes seguidas de análises resultaram em silêncio, pois contribuíram para o desenvolvimento da capacidade de detectar imbecis e inaptos ao aprofundamento de idéias e desinteressados de ascensões espirituais

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Sobre A Letra Escarlate


Neste livro, Nathaniel Hawthorne narra a história de Hester Prynne, uma mulher do século XVII que foi condenada a usar uma letra A em seu peito como castigo por seu desvio moral: Adultério. No romance, ambientando em uma comunidade extremamente puritana na cidade de Boston, as punições eram muito rígidas.



Hester foi humilhada em praça pública com sua filha, Pearl, fruto do seu crime. No entanto, ela se mostra extremamente à frente do seu tempo, pois, embora perdida, consegue sustentar sua filha sozinha com o fruto do seu trabalho, pois tem um talento único para bordar. Além disso, demonstra firmeza e não se deixa resignar pelas constantes humilhações e desprezo que sofre das pessoas da cidade, conseguindo firmar-se como mulher de respeito. Pearl é sua única companhia; a menina acaba absorvendo um pouco da personalidade da mãe e se mostra única e estranha, ganhando a fama de menina fada.
Embora Prynne não tenha feito a filha sozinha, o pai da criança não é punido, porque Hester não quis dizer quem era. Entrementes, entram em cena dois homens, um médico e um pastor. No decorrer da história, é comum tentarmos adivinhar quem seria o pai, e esses dois personagens são bem suspeitos. Para descobrir quem é, leia o livro! :D
Eu gostei da narrativa, pois me senti transportada a um ambiente sombrio, cheio de névoas e pessoas trajando roupas escuras. Há uma parte em que Hester e Pearl estão atravessando uma floresta e encontram o pastor; a forma como o narrador narra essa parte é sensacional para quem gosto de florestas e cousas sombrias. Por outro lado, às vezes a narrativa dá a impressão de que o autor queria apenas encher linguiça, visto que as ações não saem do lugar. Enfim, gostei do livro, mas, sinceramente, eu esperava mais!


segunda-feira, 30 de abril de 2018

Sobre O Tolo e seu Inimigo

Neste pequeno livro de menos de 200 páginas, Jeffrey Nyquist analisa de forma clara e objetiva alguns problemas centrais que contribuíram e contribuem para a derrocada da sociedade ocidental. 





No 2° capítulo, por exemplo, ele mostra como a esquerda é safada e manipuladora, e como não devemos fazer negócios com esses canalhas! Ele ilustra isso por meio da União Soviética e seus falsos acordos de paz com os EUA, alegando que destruiria suas armas de guerra como forma de paz; Noentanto, não apenas não destruiu, mas acelerou o desenvolvimento de novas armas -nas zonas militares restritas do Ártico, Sibéria e dentro das cidades subterrâneas dos Urais-, consequentemente, criando uma potência muito mais potente do que os EUA. Ademais, contribuíram com propagandas falsas quanto à falência da União Soviética e fim do Comunismo, enganando lideres políticos e nações inteiras. 

Portanto, eis a raiz do problema: ninguém jamais deve fazer acordos com funcionários de regimes totalitários, gângsters ou criminosos, pois pessoas dessa estirpe não representam um estado legítimo. Tornar-se parceiro dessa gente só faz de você um cúmplice no encobrimento do crime, o que compromete a sua integridade e pode acarretar na sua destruição espiritual. Psicopatas são inimigos da liberdade e devem ser repelidos.

Além disso, no 3° capítulo, o autor fala sobre a ascensão da Nova Religião, secular, política e materialista, que nega a realidade do espírito e só reconhece a existência da matéria; O principal objetivo dessa nova religiosidade é destruir os alicerces necessários com os quais a sociedade ocidental e livre foi construída. “O evangelho da Nova Religião é baseado na inveja. Quando este prevalece, os corredores do poder ficam cheios de pessoas vãs e fingidas, carreiristas superficiais e toda sorte de personalidades inferiores que são os grãos a ser triturados no moinho revolucionário... Sem a liderança fornecida pelos homens superiores, os eleitores não podem salvar-se a si mesmos, tornando-se presa fácil de demagogos, atores e apresentadores de televisão, e sendo completamente dominados pelas estrepolias barulhentas dos palhaços da política”.

domingo, 22 de abril de 2018

Sobre A Mente Esquerdista



Neste livro, o psiquiatra Lyle H Rossiter defende a tese de que esquerdistas, principalmente os radicais, têm certos desvios psicológicos e psiquiátricos decorrentes de acontecimentos durante a formação, infância e adolescência. Partindo de tal premissa, o autor disserta sobre o crescimento de uma criança, a influência de seus pais, ou a falta deles, a influência biológica, quando a família é desestruturada e como isso influi nos traços da personalidade dos filhos etc. Tudo isso interfere no desenvolvimento do caráter de um indivíduo e pode criar raízes para a vida toda.        



Sabendo disso, os ideólogos de esquerda fazem de tudo para influir cada vez mais na infância e adolescência, por exemplo, por meio de ideologia de gênero, creches em período integral, incentivo a famílias desestruturadas, educação sexual nas escolas, ensino precário e ideológico, sexualidade precoce, promiscuidade, uso de drogas etc. Esses quesitos influirão grandemente nas ações das pessoas, criando adultos problemáticos, infantilizados e dependentes do governo. Consequentemente, esses indivíduos procriarão uma geração de cidadãos com os mesmos problemas, virando uma bola de neve de pessoas cada vez menos produtivas e mais dependentes do Estado.    

Ou seja, em vez de promover uma sociedade racional de adultos competentes, que resolvem seus problemas por meio de cooperação voluntária, a agenda esquerdista cria uma sociedade irracional de adultos infantilizados que dependem de cuidados do governo para com eles, enfraquecendo os traços de caráter essenciais para a liberdade individual, a segurança material, a cooperação voluntária e a ordem social. 


Embora a obra tenha sido escrita por um psiquiatra, ele não usa muitos termos da área, o que tornaria a leitura difícil para quem não é médico. A leitura é agradável, fluida, excelente para estudo do tema!

Sobre Oliver Twist




Oliver Twist nasceu sem perspectivas. Sua mãe morreu em um asilo assim que dera a luz, e seu pai e família eram desconhecidos. Sendo assim, Oliver foi levado a um orfanato, onde recebeu uma educação e alimentação precárias. Depois de um tempo nesse local, ele foi enviado para uma espécie de reformatório e ficou lá até conseguirem inseri-lo em um emprego. Nesse lugar, Oliver começa a ser odiado, pois demonstra ímpeto e coragem ao pedir mais comida na hora da refeição, ação que ilustra bem o contexto histórico da época, Inglaterra/Revolução Industrial, em que muitas crianças e adultos vivam com pouquíssimos recursos.

Entrementes, Oliver é empregado como aprendiz em uma funerária, porém se mete em uma confusão e acaba fugindo a pé para Londres. No caminho, morto de fome e cansaço, conhece um ladrão, este o leva a ter contato com seus parceiros e tenta introduzi-lo no mundo do crime. No entanto, Oliver é dotado de um espirito grandioso e possui elevados padrões morais, embora nunca tenha recebido uma educação quanto a isso; consequentemente, o ato de roubar causa-lhe repugnância, e, por um acidente, ele encontra sua verdadeira família. Na realidade, ele é filho de um nobre que morreu antes de deixar qualquer testamento, levando sua mãe a ser uma mulher perdida, visto que, na época, uma mulher solteira e grávida era enxotada como uma lata velha. Além disso, é vítima de um irmão desprezível e torpe, que tenta, a todo custo, mantê-lo longe da realidade, a fim de ficar com toda a fortuna.O livro não é muito indicado para quem sofre de ansiedade, visto que o autor, Charles Dickens, adora fazer um suspense entre uma ação muito esperada e outra. Entretanto, a obra presenteia-nos com várias mensagens morais por meio do exemplo.No geral, não considero uma grande obra, para falar a verdade, achei algumas partes bem clichês e enroladas. Todavia, é uma leitura essencial para quem quer conhecer a obra do autor.  


quarta-feira, 7 de março de 2018

No Brasil, a maioria dos brasileiros tem repulsa ao Nazismo, em contrapartida, muitos são simpáticos ao Comunismo/Socialismo e votam ou já votaram em partidos que defendem esses ideais. Ademais, no nosso país, Nazismo é crime, Comunismo/Socialismo não. Tal fato ocorre porque as pessoas não têm informações claras sobre a história, que é escondida e manipulada por meio dos crápulas que estão no poder há anos. Sendo assim, é provável que você jamais ouvirá falar deste livro em uma aula de história, por exemplo. No entanto, ele é muito importante para compreender a História, pois foi escrito por um homem que viveu o que diz.



Alexander Soljenítsin era capitão no Exército Vermelho, porém foi preso quando estava próximo da Alemanha por manter correspondências com um amigo direcionando críticas a Stálin. Em seguida, foi condenado pelo artigo 58 por propaganda anti-soviética. No livro, ele narra todos os tipos de torturas físicas e psicológicas às quais os acusados eram submetidos para assinar os processos. Essa parte do livro é bem tensa, e nos faz refletir sobre a crueldade humana e o que levou um ser humano a agir daquela forma. Depois de muitas privações, os acusados assinavam os processos e eram condenados a campos de trabalho forçado, sendo enviados para regiões inóspitas, por exemplo, a Sibéria. O individuo estava condenado a perder sua integridade física e, muitas vezes, sua alma, por ser tão castigado sem motivos. Sim, não havia motivos para prender as pessoas, qualquer um era preso e condenado pelo que achassem mais cômodo, por exemplo, falar mal do governo, falar com estrangeiros, ser rico, ser influente; as pessoas cujas profissões envolviam o intelecto eram as mais visadas, pois poderiam escrever, pensar, denunciar etc., tudo o que um ditador não quer.

O livro é bem denso, a leitura é pesada, mas é essencial para compreender a história da Rússia e, consequentemente, da humanidade. Socialismo/Comunismo e todas essas doutrinas vermelhas não passam de um Nazismo travestido de ajuda aos pobres. A realidade por trás é bem negra, beirando à psicopatia. Destarte, esteja sempre atento a esses partidos vermelhos que defendem esses genocidas.



segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Sobre As Vinhas da Ira

Fazia muitos anos que este livro estava na minha fila de livros, mas ainda não o havia lido. Certa vez, encontrei um em um sebo e comprei na hora; porém, ao chegar a casa, descobri que havia comprado por engano o volume 2, tão desesperada fiquei para tê-lo. Voltei no mesmo sebo para comprar o volume 1, mas não tinha, tive que trocar de livro e deixar a leitura para depois. Este ano, encontrei esta versão em um sebo e não pude deixar a leitura para depois. Li. Conclusão: Nossa! Que livro! Que livro! Eu já havia lido “Ratos e Homens”, do mesmo autor, por conta das aulas de literatura inglesa, e já havia amado a narrativa. Com este não foi diferente, é simplesmente fantástico, agora eu entendo porque é um dos preferidos de tantas pessoas.


O livro narra a história da família Joad nos terríveis anos da crise de 29. A família, como tantas outras, foi vitima de um fenômeno climático chamado Dust Bowl, caracterizado por intensas tempestades de areia, o que tornou o solo infértil. Consequentemente, vieram a fome e dívidas, obrigando diversas pessoas a emigrarem para a Califórnia, em busca de um novo recomeço. Entretanto, o percurso foi marcado por muitos desafios: medo, morte, escassez, preconceito, humilhações etc. Ao chegar lá, a situação não melhorou muito, deixando-os à mercê das circunstâncias.  

É Incrível a capacidade do Steinbeck de narrar e trazer à margem a angústia e mudanças vivenciadas pelos personagens. Além disso, durante a narrativa, há questionamentos filosóficos acerca da relação dos homens com a terra, poder e dinheiro. Impossível ler esta obra e não sentir modificações na forma de enxergar o mundo.

O engraçado é que o livro foi proibido nos EUA por acusarem de ser propaganda comunista, porém também foi proibido na União Soviética, porque os pobres podiam ver que, no capitalismo, mesmo os “miseráveis” tinham condições de ter um carro. Ou seja, é um livro vasto que dá abertura para muitas análises e discussões. Leitura sensacional!


terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Desde criança, Valéry tinha sonhos mirabolantes enquanto dormia. Ela sempre acordava pensativa, visto que não parecia estar sonhando.  Com o passar dos anos, passou a dormir com suas novas gatas, Freya e Cappuccina. Os sonhos continuavam. Certa noite, porém, notou seres conhecidos no mundo onírico; ao chegar mais perto, viu que eram gatos, mas eram diferentes. Valéry ficou impressionada, pois eles riam como humanos e eram amigáveis. Ao chegar mais perto, viu que eram Freya e Cappuccina. Em seguida, elas chegaram até Valéry e disseram: É real, não tenha medo, somos nós, você está no mundo astral, fora do seu corpo físico, onde os gatos têm formas engraçadas. Valéry ficou estupefata! Entretanto, as duas gatinhas fizeram um convite: Venha conosco passear pelas galáxias, vamos mostrar-lhe um mundo mágico. Valéry ficou temerosa, mas aceitou.

As três saíram a flutuar, pois, no astral, é possível voar. Em seguida, chegaram a um planeta chamado Arntor. Cappuccina e Freya cochichavam entre si e riam, enquanto levavam Valéry até o extremo do local. De repente, uns barulhos assustaram a moça, pareciam aves, mas faziam um barulho agudo, o que a deixou com um pouco de medo. Ao chegarem ao pico de uma montanha, a gata rajada fez um miado diferente, como se chamasse algo. Entrementes, algo que Valéry jamais pudesse conceber em sua mente apareceu diante de seus olhos no céu cinzento: um dragão!


Valéry sentiu as pernas bambas. Sentindo isso, Cappuccina deu-lhe um punhado de ervas para comer, era Camomila. Depois de comer, Valéry ficou calma. O dragão pousou, as gatinhas subiram e a chamaram. Valéry subiu, fechou os olhos e segurou firme na pele áspera do animal. De repente, abriu os olhos e ficou pasma, estavam a sobrevoar a uma altura incrível. O planeta era belo visto de cima. Havia grandes vales, montanhas, árvores de coníferas, gimnospermas, flores, pássaros, mares e rios. Valéry ficou encantada! Ficaram a sobrevoar por um longo período, até que Freya pediu para o ser alado parar. Na hora de descer, porém, Valéry sentiu uma tontura e tremores fortíssimos, acordou em sua cama assustada. Freya e Cappuccina dormiam ao seu lado, suas faces pareciam risonhas. Valéry riu, sabia que estava de volta ao mundo físico, no fundo, porém, sabia que poderia sair a voar mais vezes pelo espaço com suas companheiras, o que a deixou feliz! 

sábado, 17 de fevereiro de 2018

Sobre A Ladeira da Memória

A Ladeira da Memória narra – por vezes, de forma chatíssima- a história de Jorge e Renata. Ele é um médico e escritor; ela é uma moça que, no começo, não se sabe o que é e de onde vem. 
Para mim, a parte mais legal do livro é o começo, quando Jorge está em um trem a ouvir seu tio Rangel narrar acontecimentos passados. Ele narra de forma muito criativa e engraçada, usa umas palavras poéticas para expressar atos simples, por exemplo: “Mas o hausto do mundo em novo solstício vernal tinha que arejar almas da categoria da sua...”.
Depois disso, começa a história de Jorge e Renata. Como eu disse, não se sabe o que a Renata é, apenas que ela e o Jorge têm uma relação de amor, porém é uma relação extremamente casta, o máximo que ocorre são apertos de mãos e abraços, também não se sabe qual é a razão disso, não diz nada sobre a religião deles.  Eles se encontram muitas vezes para passear e conversar sobre literatura, música, poesia, natureza etc. Renata quer que ele escreva um romance em que ela apareça e o ajuda na organização da obra. Mediante tais informações, o leitor -pelo menos eu- fica a torcer para que os dois fiquem juntos, pois formam um par “puro” e belo. No entanto, depois de uns dias em uma Fazenda, eles retornam à cidade, e Renata descobre que está com tuberculose, e é ai que o leitor também descobre algo que quebra a pureza da relação entre os dois. Renata é casada, sim, não tem nada de pura, está mantendo relações com outro homem -mesmo que estas relações não sejam sexuais- enquanto seu marido está a trabalhar em outra cidade. Depois de descobrir isso, fiquei a imaginar se o autor estava a fim de brincar com a cara do leitor, visto que todo aquele romance e idílio que criara mascaravam um grande desvio moral. A pura e casta moçoila era apenas uma dondoca querendo viver um romance extraconjugal.

Enfim, depois da descoberta da doença, o marido de Renata volta, e Jorge vai viver no Interior, para que não descubram nada; Depois disso, o livro resume-se a narrar seus dias e o tratamento da tuberculosa, até que esta morre. Depois de sua morte, o livro narra a melancolia dos dias de Jorge.


O livro é de leitura difícil, há muitas palavras que estão fora de uso e outras de significado obscuro. Sem dúvida, não é um livro para os dias atuais, em que as pessoas mal lêem. Além do romance entre Jorge e Renata, o livro retrata o tempo histórico do período, a Segunda Guerra Mundial, além do cenário São Paulo-Rio de Janeiro, que é retratado por meio de ótimas descrições.

Ao final, Jorge lança um questionamento: Será que Renata foi apenas uma vítima dos romances que lia e queria trazê-los para a realidade? Sim, creio que sim. 

domingo, 4 de fevereiro de 2018

Mulherzinhas

“Mulherzinhas” narra a história de quatro moçoilas durante o período da Guerra Civil Americana. São estas: Jô, Meg, Beth e Amy. Cada uma tem uma personalidade diferente, o que é bem explorado no livro.


No entanto, a que mais se sobressai na história é Jô, personagem que foi inspirada na própria autora do livro: Louisa May Alcott. Jô adora ler e escrever, tem pretensões literárias e não gosta de cousas frescas como as outras garotas gostam, na verdade, ela gostaria de ter nascido menino; Meg é uma dondoca que queria ser rica para não ter que trabalhar e viver apenas de luxos, como certas moças que conhece; Beth adora tocar piano e tem talento para a música, além de ser adorável; Amy é a mais nova, um pouco mimada, gosta de desenhar.

A história gira em torno delas perante a ausência da figura paterna, pois o pai das meninas foi convocado à guerra. Consequentemente, as mais velhas precisam trabalhar para ajudar a mãe, que é uma figura amorosa, paciente e calma. 
Além disso, há a presença de um personagem masculino no decorrer da história, Laurence. Ele é vizinho das jovens e vive sozinho, pois mora com um avô muito rígido que lhe impõe uma educação rigorosa. No decorrer da história, ele fica amigo das meninas, situação que exerce influência na vida delas, pois a presença de uma figura masculina quebra a rotina cotidiana. Lauren é bondoso, amável, estudioso e sonhador. 
Em suma, a narrativa ilustra bem como era a vida delas depois que precisaram mudar certos hábitos por questão de sobrevivência, ademais, são notáveis os aprendizados e evoluções das moças em decorrência das novas práticas cotidianas. É um romance de época de leitura agradável. Quem gosta de Jane Austen, com certeza irá apreciar esta narrativa, visto que as irmãs lembram as irmãs Bennet, mas estas têm interesses mais adultos, enquanto aquelas ainda são meio infantis em alguns aspectos. Enfim, “Mulherzinhas” é um clássico da literatura que poderia ser mais divulgado!

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Jean Valjean é um ex-condenado às galés. Depois de cumprir sua pena, retorna para a sociedade e é recebido com desprezo. No entanto, dentre todos, apenas um ser o recebe, um bispo. Este permite que Jean coma em sua mesa e durma em sua casa. Como agradecimento, ele rouba o velho e vai embora. Entretanto, é pego pela polícia, que o faz retornar à casa do bispo como suspeito. Ao chegar ao local, o Bispo de Digne informa aos policiais que não foi roubado, mas que deu a Valjean o que ele levava, além disso, disse que ele havia esquecido alguns castiçais de prata e lhe dá os objetos, juntamente com um sermão por roubar-lhe. A atitude do religioso influenciou profundamente a vida do miserável condenado, que passou a ser caridoso, gentil e honesto, tornando uma cidade paupérrima em um lugar extremamente próspero.



“Os Miseráveis” é um clássico maravilhoso! Tanto a narração quanto a história são de uma qualidade que transborda excelência, talento e criatividade. Sem dúvida, foi um dos melhores livros que já li.

Ronda é a mulher responsável por abrir as portas do MMA para o sexo feminino. Antes dela, algumas mulheres já lutavam, mas elas não fizera...