sábado, 17 de novembro de 2018

Sobre O Poço da Solidão


Stephen Gordon nasceu menina, mas era para ser um menino, de acordo com o desejo de seus pais, por isso o nome masculino em uma moça. Eles não quiserem escolher outro nome.  

Já na infância, Stephen não era como as outras garotas. Para a época, ela gostava de cousas consideradas do gosto masculino, como esportes. O pai da moça, porém, era compreensivo e um grande estudioso. Por conta disso, compreendia a filha melhor do que a mãe, que sentia certo desgosto por ter tido uma filha no lugar de um filho. Ele a matriculou em aulas de esgrima e equitação, além de prover a ela aulas de Literatura, História etc. com professoras renomadas.     




Stephen foi crescendo e seu jeito não mudava, pelo contrario, cada dia mais era possível notar seu jeito masculinizado no portar e no modo de se vestir. Quando a adolescência fez borbulhar os hormônios, ela apaixonou-se por uma mulher: Angela. Stephen era o que era chamado na época como “invertidos”, o que nos nossos tempos é conhecido como “lésbica”. Ela não apenas não se sentia como pertencente ao seu sexo de nascença, mas sentia atração pelo mesmo sexo.     
Após isso, a autora, Radclyffe Hall, narra todos os problemas que uma mulher lésbica sofria na época. Isso é feito, por vezes, de modo poético e lírico, o que demonstra uma escritora competente em escrever, nota-se que ela não estava apenas preocupada em expor os problemas da época relacionados ao lesbianismo, decorrentes do momento histórico, mas que se preocupava com a escrita e com a Literatura.
Pode-se dizer que Stephen Gordon tem muito da sua criadora, pois Hall também se vestia de modo masculinizado, o que era chocante para a época, e tinha uma companheira. Ademais, era mais conservadora, desprezava os ambientes promíscuos da época e prezava pelas relações eternas. Por conta disso, não se sentia muito bem nos meios sociais, sempre se achava estranha e ficava reclusa.
O livro foi lançado em 1928, sendo proibido em alguns países, como na Inglaterra e nos EUA.

A Mulher no Tempo das Cruzadas


Se você pensa que as mulheres sempre foram umas coitadas obrigadas a ficar em casa, está enganado. Elas sempre trabalharam, estudaram e até reinaram. Isso pode ser comprovado ao ler este livro da historiadora francesa Régine Pernoud. Ela nos mostra como era a vida das mulheres nos tempos das Cruzadas. Ana Comnena, por exemplo, foi a primeira a narrar como nos é conhecida a Primeira Cruzada. Ela narrou de forma muito completa a presença de várias mulheres nas batalhas, que não eram somente batalhas, como os clichês históricos mostram, mas grandes peregrinações de homens, mulheres e crianças à Cidade Santa.



As Pupilas do Senhor Reitor

Amei a forma como o autor descreve os temperamentos dos personagens, principalmente o de Margarida, uma melancólica cheia de virtudes e talentos. 


Vejam como é belo este trecho em que descreve os melancólicos: “Os carácteres concentrados, como o de Margarida, alimentam-se ordinariamente de uma idéia fixa... Quantas vezes de uma ilusão? Que forma o segredo inviolável da sua existência inteira. Abre-lhes ela as portas de um mundo imaginário, para onde se refugiam dos embates do mundo real, que impressionam dolorosamente a sua delicada sensibilidade. Quando os encontramos sós, estes melancólicos devaneadores, acreditamos que lhes povoam a solidão formas invisíveis criadas à poderosa evocação da sua fantasia; o silêncio, em que os virmos cair, dissimula-lhes os misteriosos diálogos na linguagem desconhecida e intraduzível desse fantástico mundo. É uma singular loucura procurar distraí-los, chamando-os à consideração das coisas reais. A mais doce consolação, a mais festiva alegria daquelas almas, é aquilo mesmo que se nos figura tristeza. Deixem-nos assim. Não queiram lhes erguer a fronte que involuntariamente se inclina; não tentem lhes iluminar com sorrisos a fisionomia, sobre a qual se derrama uma serena gravidade; não se esforcem por lhes tirar dos lábios comprimidos uma palavra qualquer; o fogo de vida, que parece tê-los abandonado, deixou somente a superfície para mais intenso se lhes concentrar no coração.”

A Tomada do Brasil Pelos Maus Brasileiros


"O sujeito coerente é um anti-social, objeto de intrigas e maledicência. Se não quiser vir para o gueto, livre-se de suas convicções.    
Tudo isso é tão óbvio para nós quanto é inaceitável para eles, os maus brasileiros que tomaram este país."



O Bosque das Ilusões Perdidas

Há muito tempo eu queria ler esta obra apenas por causa do nome. Eu tenho uma intuição com nomes de livros, pois os meus livros preferidos foram descobertos assim, ninguém me indicou, eu não sabia sobre eles, mas o nome criava uma profunda atração. Todavia, este foi uma decepção!    
Achei a história forçada, no sentido de querer passar algo, mas sem conseguir. Creio que isso ocorre porque foi o primeiro e único livro do autor: Alain Fournier.        


Acho que, se ele não tivesse morrido na Guerra, poderia ter dado continuidade à sua vida de escritor e ter desenvolvido uma escrita mais trabalhada.  
A narrativa gira em torno de dois amigos: François Seurel e Agoustin Meaulnes. Eles estudavam juntos e eram grandes companheiros. Entrementes, Meaulnes parte para uma aventura e encontra um lugar mágico, uma grande mansão, onde ocorre uma festa. Nessa cerimônia de casamento, encontra uma mulher por quem se apaixona perdidamente, Yvonne de Galais. Todavia, um problema ocorre, e ele volta para casa. Após isso, está decidido a procurar o local novamente e encontrar a garota. Para isso, conta com a ajuda de François. O livro continua narrando como ocorre essa busca. A narrativa, porém, é chata, achei bem sem sal e sem açúcar. Às vezes, notei que o autor tentava criar uma aura de mistério poético, mas de forma bem sucinta.     
A mensagem mais bonita do livro está relacionada à amizade e à lealdade, isso foi o que mais se sobressaiu, porque a tentativa de mistério não colou. Em algumas partes, notei uma leve semelhança com Demian, do Hermann Hesse, mas apenas vestígios vagos. O final da história é trágico e ao mesmo tempo feliz. Na verdade, foi o livro das ilusões perdidas. Hahaha
Este é um dos melhores livros lidos este ano. Jordan Peterson é um psicólogo canadense muito bem em relacionar alguns mitos, passagens bíblicas, autores clássicos, exemplos pessoas etc., com os problemas enfrentados atualmente pela sociedade moderna. A leitura é muito agradável. Eu li em uma semana.

Ronda é a mulher responsável por abrir as portas do MMA para o sexo feminino. Antes dela, algumas mulheres já lutavam, mas elas não fizera...