Concluído em
1842, este romance nos traz a história de Julie d’Aiglemont, uma moça que só
pensa em casar, assim como a maioria das moçoilas da época. Porém isso contraria
totalmente os conselhos de seu pai. Para ele, tudo o que ela deseja não passa
de ilusões de sua mente.
Julie ignora
totalmente a prudência e o bom senso de seu pai e se casa com um coronel do
exército. Pouco tempo depois, descobre que o velhote estava certo. Ela começa a
enxergar que tudo não passava de quimeras e vive uma vida infeliz. Aquela moça
alegre e apaixonada agora era um ser melancólico e frustrado.
Como um
sopro, as palavras de seu pai sempre surgiam em seus ouvidos, causando peso e
tristeza. Todos os seus infortúnios provinham da insensatez de não dar ouvidos
aos conselhos. Não bastasse isso, Julie era uma mulher de espírito e
sentimentos elevados, enquanto seu marido era um desses homens tolos que se
passam por superiores, seja por conta de um cargo ou de um título.
Na época, a
mulher não podia solicitar o divórcio. Consequentemente, Julie estava condenada
a viver uma vida de sofrimentos. Por conta dessas decepções, ela começa a nutrir
interesses por outros homens. O nascimento de sua filha, Helena, só piora o seu
estado. Agora, além do desgosto do casamento, precisa lidar com a insatisfação
da maternidade.
Após anos
miseráveis, aos 30 anos, ela conhece o grande amor da sua vida: Charles de
Vandenesse. Os dois vivem um caso de amor. Só
aí ela entendeu plenamente o conselho de seu pai: Não deveria ter se casado por
convenções, mas ter esperado até encontrar o seu verdadeiro par.
Gostei da
história do início ao fim. As partes consideradas “meio paradas” para uns não
foram suficientes para que eu ficasse entediada com a leitura. Amei o estilo realista
de narrar do Balzac. Foi o primeiro livro dele que li, e agora fiquei com
vontade de ler os outros.
É um
excelente livro para entender a realidade da vida de muitas mulheres
antigamente, quando o casamento era o único objetivo, como um contrato social, e
o divórcio não era permitido.
