quarta-feira, 29 de maio de 2019

Sobre A Mulher de Trinta Anos


Concluído em 1842, este romance nos traz a história de Julie d’Aiglemont, uma moça que só pensa em casar, assim como a maioria das moçoilas da época. Porém isso contraria totalmente os conselhos de seu pai. Para ele, tudo o que ela deseja não passa de ilusões de sua mente.
Julie ignora totalmente a prudência e o bom senso de seu pai e se casa com um coronel do exército. Pouco tempo depois, descobre que o velhote estava certo. Ela começa a enxergar que tudo não passava de quimeras e vive uma vida infeliz. Aquela moça alegre e apaixonada agora era um ser melancólico e frustrado.
Como um sopro, as palavras de seu pai sempre surgiam em seus ouvidos, causando peso e tristeza. Todos os seus infortúnios provinham da insensatez de não dar ouvidos aos conselhos. Não bastasse isso, Julie era uma mulher de espírito e sentimentos elevados, enquanto seu marido era um desses homens tolos que se passam por superiores, seja por conta de um cargo ou de um título.




Na época, a mulher não podia solicitar o divórcio. Consequentemente, Julie estava condenada a viver uma vida de sofrimentos. Por conta dessas decepções, ela começa a nutrir interesses por outros homens. O nascimento de sua filha, Helena, só piora o seu estado. Agora, além do desgosto do casamento, precisa lidar com a insatisfação da maternidade.
Após anos miseráveis, aos 30 anos, ela conhece o grande amor da sua vida: Charles de Vandenesse. Os dois vivem um caso de amor.     Só aí ela entendeu plenamente o conselho de seu pai: Não deveria ter se casado por convenções, mas ter esperado até encontrar o seu verdadeiro par.
Gostei da história do início ao fim. As partes consideradas “meio paradas” para uns não foram suficientes para que eu ficasse entediada com a leitura. Amei o estilo realista de narrar do Balzac. Foi o primeiro livro dele que li, e agora fiquei com vontade de ler os outros.
É um excelente livro para entender a realidade da vida de muitas mulheres antigamente, quando o casamento era o único objetivo, como um contrato social, e o divórcio não era permitido.

Ronda é a mulher responsável por abrir as portas do MMA para o sexo feminino. Antes dela, algumas mulheres já lutavam, mas elas não fizera...