
Seguindo foi por longa trilha
Onde guerreiros do oeste
fixaram suas tropas
Canto bravo e heróico pronunciava
E de sua mente não saiam
suas longas tranças
Somente lutava por seus
cálidos beijos.
Era Lancelote
E sua espada cortava o ar
A abrir caminho
por grossos arbustres
E sentia, o suor que da testa lhe escorria
O sangue lhe fervia de bravura
O sangue transbordava
pelos muitos espinhos
E delicadamente sentia escorrer
Seguindo chegou a longo esplendor
Um campo de papoulas
Onde cálido aroma de sangue misturava-se a doce aroma
Ao nada, o vento lhe trouxe
perfeita entonação
Seguindo-lá foi por muitos arbustos
O ápice de um sentimento
Ruínas o atrairam
Jazia sozinha
No canto mais recôndito
de um imenso cemitério
Uma linda donzela repousava ali
Lágrimas a pingar
Aos seus pés o correr de águas
límpidas e cristalinas
Pura fonte, pura donzela
De longos...louros cabelos lhe escorriam
Negras vestes lhe cobriam
Bela, dentre a bruma
Bravo guerreiro
que de belo palor, paralizou-se.
Toda branca entre a névoa
Toda linda entre túmulos
Toda triste entre arbustros
Seu canto... somente dor
Seu riso... inexistente
Seus olhos ... a busca ao divino
Bela donzela
que dias e noites triste chora
por seu perdido herói.
Por seu triste amado,
que se foi , há muito tempo.
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