
Homero em seus cantos narrava a beleza
De tempos, lendas, razão, psíquico, intrínseco cantar
Canto bravo e heroico pronunciava
E no hades inspirei-me
E em tais cantos sepulcrais, conduzo-me
Eu vejo dor e vejo angústia
E uma solidão infinda contígua valorizada
E o ranger de dentes e luar sangrento
O fechar de olhos e visão obscura
O prometer insano e incabível
O infeliz usando a máscara da alegria
Donzelas que riem e cantam a tristeza
O massacre e crucificação
do procurar a si cavando ao fundo
do almejar a ser exposto ao mundo
Das profundezas tu nasceste e rastejaste infante
Tu cantou o entardecer pelos caminhos
Tu saudou a poesia em verdes vales
Tu chorou e alimentou-se
E logrou por entre cantos
Oh ! Raivosa melancolia
Concedei-me, pelos mais tenros caminhos
O penar contemplativo
O sonhar de amorosos cantos
Noites banhadas pela lua
Quero sentir e amar, distante
Ver o sol que agonizando morre
Por tal ermo entristecida
Oh Dor!!! Rasga-se meu coração
Eu cubro-me, em mantos de tristeza
E banho-me, em rios de lágrimas
E em belos cantos enalteço-os!
E quando percebo
ResponderExcluirQue a mais profunda dor, nada significaria
Me entrego em êxtase
Ao torpor de sofrer.