quarta-feira, 29 de junho de 2011


Terminei a leitura de mais um livro de Hesse: Narciso e Goldmund.
Esse foi o livro mais maçante de Hesse que li e o que menos me interessou. Ao mesmo tempo que é repleto de aventuras e descobertas de mundo pelo andarilho Goldmund, é parado por questão dos muitos detalhes das ações.
O personagem Narciso agradou-me muitíssimo no começo, apreciava os estudos clássicos e era reconhecido por sua segurança e inteligência. Depois, não mais. Goldmund também atraiu-me, no começo. Tentava agradar a Narciso, que era auxiliar do abade nas aulas do convento. Por isso, dedicou-se aos estudos que Narciso gostava, latim e grego.
Com a saída de Goldmund do convento e suas andanças como andarilho, não vi muito sentido. Aquela vida errante, incerta e desordenada irritou-me. Não achei que o propósito justificava os fins.
Eu gosto de ordem com sentido, e a desordem dentro da ordem.
Bom, em Narciso e Goldmund, Hesse fez uma crítica à vida "conservadora" em favor de uma vida mais "liberta". Goldmund anseia a vida; o ar que entra em seus pulmões; os dias e noites frios e quentes; as auroras e crepúsculos; as aves da noite e as aves da manhã; a tudo que é abafado por uma vida contida por certas tradições.
É mais um dos livros de Hesse em que os personagens são representações dele próprio. Identifico-me muitíssimo com Hesse. No entanto, esse foi o que menos gostei, como eu disse, eu tenho um lado mais conservador, gosto de ordem, ordem necessária para criar.

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