terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Hitler e o desarmamento

As leis de restrição às armas de fogo foram essenciais para consolidar o poder de Hitler na Alemanha. Por meio delas, os nazistas obtiveram acesso aos registros de licenças e conseguiam identificar facilmente os cidadãos armados. Aliado a isso, detinham o poder de emitir decretos de emergência, o que foi um pulo até decretarem que todos considerados “subversivos” deveriam entregar suas armas e os que não fizessem isso estariam sujeitos a duras penas. Depois da Reichskristallnacht, conhecida como a Noite dos Cristais, em que judeus tiveram seus estabelecimentos destroçados e casas vasculhadas, vários deles foram presos e enviados a campos de concentração. Na época, mesmo que muitos alemães tenham sido contrários a tais atos, já não poderiam fazer nada, pois toda a população estava desarmada.



A experiência nazista ensina que um governo totalitário sempre tentará desarmar seus oponentes para extinguir qualquer capacidade de resistência a crimes contra a humanidade.

No Brasil, todos deveriam ler este livro, pois as leis desarmamentistas aqui são semelhantes às implantadas na Alemanha antes dos nazistas. Entender a história é essencial para que os mesmos erros não sejam repetidos.

“Um povo armado com uma cultura política de direitos constitucionais e naturais consagrados, pelos quais ele está disposto a lutar, é muito mais resistente a uma tirania, porém, se ainda sucumbe a ela, tem muito mais chances de desenvolver uma resistência armada. Um povo desarmado que aprendeu a pensar que só possui os direitos que forem decretados pelo governo está obviamente muito mais vulnerável ao totalitarismo e menos preparado para resistir à opressão.” 

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