As leis de restrição às armas de
fogo foram essenciais para consolidar o poder de Hitler na Alemanha. Por meio
delas, os nazistas obtiveram acesso aos registros de licenças e conseguiam
identificar facilmente os cidadãos armados. Aliado a isso, detinham o poder de
emitir decretos de emergência, o que foi um pulo até decretarem que todos considerados
“subversivos” deveriam entregar suas armas e os que não fizessem isso estariam
sujeitos a duras penas. Depois da Reichskristallnacht, conhecida como a Noite
dos Cristais, em que judeus tiveram seus estabelecimentos destroçados e casas
vasculhadas, vários deles foram presos e enviados a campos de concentração. Na
época, mesmo que muitos alemães tenham sido contrários a tais atos, já não
poderiam fazer nada, pois toda a população estava desarmada.
A experiência nazista ensina que
um governo totalitário sempre tentará desarmar seus oponentes para extinguir
qualquer capacidade de resistência a crimes contra a humanidade.
No Brasil, todos deveriam ler
este livro, pois as leis desarmamentistas aqui são semelhantes às implantadas
na Alemanha antes dos nazistas. Entender a história é essencial para que os
mesmos erros não sejam repetidos.
“Um povo armado com uma cultura
política de direitos constitucionais e naturais consagrados, pelos quais ele
está disposto a lutar, é muito mais resistente a uma tirania, porém, se ainda
sucumbe a ela, tem muito mais chances de desenvolver uma resistência armada. Um
povo desarmado que aprendeu a pensar que só possui os direitos que forem
decretados pelo governo está obviamente muito mais vulnerável ao totalitarismo
e menos preparado para resistir à opressão.”

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