quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Hildegard de Bingen


Hildegard nasceu 1098 em Bermersheim vor der Höhe, onde hoje é a Alemanha. Já na infância, era uma criança um pouco estranha, pois conseguia prever certas coisas. Por exemplo, uma vez descreveu que o bezerro que uma vaca estava para parir era de determinado jeito. Quando ele nasceu, as pessoas ficaram estupefatas, pois era exatamente como ela havia descrito. Isso, porém, era apenas um pouco dos seus “poderes”, porque ela escondia das outras pessoas, tinha receio do que poderiam pensar.
Aos oito anos, foi enviada a um mosteiro para ser educada, o que era comum na época. Ela teve uma excelente educação e seguiu a vida religiosa. Aos trinta e poucos anos, começou a registrar suas visões, conforme era orientada por Deus.
Nesse ínterim, escreveu estas três obras: Scivias, que contém vinte e seis visões; entre elas, visões relacionados à caridade de Cristo, à natureza do Universo etc.; Líber Vitae Meritorum, que aborda os vícios e as virtudes; e a Liber Divinorum Operum, voltada para o clímax da criação. Também demonstrava grande interesse pela música, tanto é que compôs orações e hinos.




Não bastasse isso, também adorava estudar sobre Herbalismo. Era grande conhecedora das plantas, sabia suas propriedades medicinais e era hábil em prescrever receitas. Insistia sempre na concordância entre o que a natureza oferecia de harmonioso em benefício ao Homem. Por exemplo, para acalmar as dores do fígado e do pulmão, indicava a ingestão de lavanda em decocção no vinho ou em água com mel.
Ademais, foi por conta desse interesse pela natureza que Hildegard foi a primeira a falar sobre o lúpulo aplicado à cerveja. Na época, misturavam outros ingredientes na bebida, como flores e frutas silvestres. Hoje, o lúpulo é essencial em diversos tipos de cerveja. Sendo assim, os estudos sobre o lúpulo e sua capacidade para conservar o líquido a tornam uma mulher com conhecimentos excepcionais.
Este pequeno livro da historiadora Régine Pernoud aborda todos esses e outros aspectos da vida da abadessa de forma mais aprofundada. Não creio que seja um livro para todos, porque as descrições das visões, que compõem grande parte da obra, são deveras de difícil compreensão, já que há muitas partes simbólicas.

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