Este romance, de
1910, nos traz a vida de Kuhn, um jovem abastado estudante de música que sofre
um acidente e fica com a perna coxa, o que faz com que tenha que andar com
bengala, coxeando pelos lugares. O desastre muda completamente seus dias,
tornando sua existência melancólica e nostálgica. Esse mundo saudoso e
tristonho, porém, o ajuda a focar em sua carreira de músico, transformando em
arte e beleza suas frustrações e sofrimentos.
Entrementes, ele
conhece Muoth, um jovem cantor de personalidade irascível e “filosófica”. Eles
viram bons amigos. Os dois têm conversas mais aprofundadas sobre a existência,
o que traz à história aquele toque espiritual característico das obras de Hesse,
como neste trecho:
“Considero a vida humana como uma noite profunda e triste, que não se suportaria se, em um ponto ou em outro, não rutilassem repentinos clarões de uma luminosidade tão consoladora e maravilhosa, que seus segundos podem apagar e justificar anos de escuridão.”
Também conhece e se apaixona por Gertrud, a moça que dá nome ao livro. Ela é uma mulher bela e distinta, porém, por não pressentir o amor puro e sincero do jovem aleijado, segue por caminhos tortuosos.
“Considero a vida humana como uma noite profunda e triste, que não se suportaria se, em um ponto ou em outro, não rutilassem repentinos clarões de uma luminosidade tão consoladora e maravilhosa, que seus segundos podem apagar e justificar anos de escuridão.”
Também conhece e se apaixona por Gertrud, a moça que dá nome ao livro. Ela é uma mulher bela e distinta, porém, por não pressentir o amor puro e sincero do jovem aleijado, segue por caminhos tortuosos.
Hermann Hesse é meu autor preferido desde quando
tinha 16 anos. Eu o conheci por meio do livro Demian, que amei desde o início.
Não há obra alguma dele que me desagrade, todas me são perfeitas. Esta não
poderia ser diferente. Amei muitíssimo!

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