O silêncio sempre foi muito
presente, pois era a única forma de cessar as ameaças e dar continuidade à
cidade, sem que corroesse. A cidadela, porém, não aguentava mais e sentiu
necessidade de expressão. Afinal, ela era expressiva; O medo, porém, tornou a
região quieta. Por conta da quietude presente, expressões de alto teor foram
suprimidas e enterradas, talentos, emoções, cantos, viveres. Entretanto, a
angústia continuava sempre era presente no cotidiano, havia algo a mais querendo sair, mas
não sabia como; Certo morador expressou o que sentia por meio da seguinte
frase: Era como se eu fosse uma águia e estivesse preso no corpo de uma
galinha.
Todos riram, mas a angústia
aumentou; um silêncio mais mordaz tomou conta do povoado; Entrementes, um
estrondoso barulho tirou os viventes de seus estados calmos, dando lugar à
euforia. Lá no meio, na praça de árvores frondosas cobertas por neve, jazia um
homem. Ao chegarem mais perto, notaram ser o senhor da frase excêntrica. Ele
estava pendurado por uma corda e seu pescoço quebrara; o barulho, porém, era
devido ao disparo que infringiu a si mesmo. O medo era tanto, que não queria
sentir a dor da liberdade! Foi-se!
Nenhum comentário:
Postar um comentário