A obra nos traz
a história de Hans Castorp, um jovem engenheiro simples e sem lá grandes “interesses
elevados”. Antes de iniciar sua carreira, ele viaja para visitar seu primo
tuberculoso Joachim Ziemssen, que vive no Sanatório Internacional Berghof.
Entretanto, Após um tempo no local, Castorp faz um exame e descobre um problema
no pulmão. Desse modo, ele fica muito mais do que o planejado no sanatório. Na
história, o tempo é algo complexo.
Entrementes, ele
trava relações com diversas pessoas. Cada uma representa um determinado
pensamento relacionado aos pensares pré-guerra na Europa. Os relacionamentos
que ele tem com esses personagens influenciam grandemente em suas percepções
sobre tudo: filosofia, ciência, religião, política etc.
O livro é um
romance de formação, que é um romance em que o processo de desenvolvimento
psicológico, moral, físico ou estético de um personagem é exposto. A obra mais
clássica desse estilo é Os Anos de
Aprendizado de Wilhelm Meister. No “A Montanha Mágica”, podemos
observar a formação do jovem singelo Hans em um homem com mais visão de mundo.
Eu gostei da
obra, mas esperava mais. Tenho certeza que se tivesse lido quando era
adolescente iria gostar muito mais. Isso porque eu era mais mórbida e ainda não
tinha as percepções filosóficas que tenho hoje. Tenho certeza que acharia o
máximo as filosofias do personagem Settembrini, que é um humanista que exerce
grande influência no caráter de Hans. Além disso, tive certa dificuldade para
criar certas cenas no imaginário, visto que nunca fui a um sanatório. Imaginei
um lugar claro, frio e melancólico.
Enfim, o próprio
autor, Thomas Mann, indica ler a história pelo menos duas vezes para
compreender certas partes. Acho válido, mas não tenho intenção de ler novamente
no momento. Por ser um livro enorme, algumas pessoas se assustam, mas achei a
leitura mais fluída do que imaginava.

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