quarta-feira, 17 de julho de 2019

Sobre A Montanha Mágica


A obra nos traz a história de Hans Castorp, um jovem engenheiro simples e sem lá grandes “interesses elevados”. Antes de iniciar sua carreira, ele viaja para visitar seu primo tuberculoso Joachim Ziemssen, que vive no Sanatório Internacional Berghof. Entretanto, Após um tempo no local, Castorp faz um exame e descobre um problema no pulmão. Desse modo, ele fica muito mais do que o planejado no sanatório. Na história, o tempo é algo complexo.
Entrementes, ele trava relações com diversas pessoas. Cada uma representa um determinado pensamento relacionado aos pensares pré-guerra na Europa. Os relacionamentos que ele tem com esses personagens influenciam grandemente em suas percepções sobre tudo: filosofia, ciência, religião, política etc.
O livro é um romance de formação, que é um romance em que o processo de desenvolvimento psicológico, moral, físico ou estético de um personagem é exposto. A obra mais clássica desse estilo é Os Anos de Aprendizado de Wilhelm Meister. No “A Montanha Mágica”, podemos observar a formação do jovem singelo Hans em um homem com mais visão de mundo.


Eu gostei da obra, mas esperava mais. Tenho certeza que se tivesse lido quando era adolescente iria gostar muito mais. Isso porque eu era mais mórbida e ainda não tinha as percepções filosóficas que tenho hoje. Tenho certeza que acharia o máximo as filosofias do personagem Settembrini, que é um humanista que exerce grande influência no caráter de Hans. Além disso, tive certa dificuldade para criar certas cenas no imaginário, visto que nunca fui a um sanatório. Imaginei um lugar claro, frio e melancólico.

Enfim, o próprio autor, Thomas Mann, indica ler a história pelo menos duas vezes para compreender certas partes. Acho válido, mas não tenho intenção de ler novamente no momento. Por ser um livro enorme, algumas pessoas se assustam, mas achei a leitura mais fluída do que imaginava.


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